44 pessoas foram mortas por policiais no estado, em apenas seis meses

Quarenta e quatro pessoas foram mortas por policiais no primeiro semestre de 2019 no Maranhão. O aumento é de 33,3% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os dados do Monitor da Violência. A média é de oito mortes por mês. Estas informações foram divulgadas ontem e realizadas pelo site noticioso G1 em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que tem como objetivo discutir a questão da violência no país.

O levantamento revela, também, que 2.886 mortes foram praticadas por policiais na ativa nos primeiros seis meses deste ano no Brasil. Um montante de 120 casos a mais em relação ao mesmo período de 2018. A alta é de 4,3%. Esse registro não está incluído os casos registrados em Goiás, que, segundo o G1, não foram fornecidos pelo governo.

Confronto

Somente em um confronto policial ocorrido na tarde do dia 25 de janeiro deste ano, na Vila Conceição, área do Alto do Calhau, resultou na morte de oito integrantes de uma organização criminosa que, de acordo com a polícia, era chefiada por um custodiado do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, identificado como Tanaka. Esse bando era suspeito de promover tiroteios, homicídios, roubo e comercialização de droga na Ilha.

Um dos mortos foi Rafael Mendonça Costa, de 30 anos. Ele havia sido preso em flagrante no dia 19 de outubro de 2012 pelo assassinato do policial civil Cristiano Azevedo Mota, de 36 anos, no bairro do Sá Viana. Outro corpo identificado foi o de Adeilton Rodrigues Silva, o Júnior Matador, de 33 anos, acusado de oito homicídios. Inclusive, ele tentou fugir quando foi levado para fazer exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML), no Bacanga, em julho de 2016.

As outras vítimas foram Rafael da Silva Pinto, o Piroquinha, de 28 anos, que respondia pelos crimes de tráfico e latrocínio; Carlos Alberto da Silva Campos, de 18 anos; Wallace Guimarães Rodrigues, de 26 anos, preso por roubo; Wanderson Abreu dos Santos, de 19 anos; Yanderson Zidane Rodrigues Macedo, de 20 anos, e Jolies Borges Amorim, de 31 anos.

Mais casos

Nos últimos 15 dias, pelo menos três pessoas morreram em confronto com policiais no Maranhão. O último caso ocorreu na tarde de sábado, 12, no bairro Trizidela, na cidade de Monção. A vítima foi Gilvan Lopes Pereira, o Gico, idade não revelada.

A polícia informou que Gilvan Lopes era suspeito de ser um dos líderes da venda de droga da região do Pindaré-Mirim, principalmente, em Monção. Os policiais, de posse de uma ordem de busca e apreensão, se deslocaram até a residência de Gico onde foram recebidos a tiros.

Houve confronto e uma das balas o atingiu e ele morreu. Ainda nesse local, a polícia prendeu Carlos Rafael Santos Cardoso, Ivan Lopes Pereira e Wellington Ferreira Sousa e apreenderam maconha, crack e material para embalar entorpecente. Os detidos foram apresentados na delegacia regional de Santa Inês.

Na última sexta-feira, policiais militares realizando rondas pelo bairro Bacaba, em Balsas, também foram recebidos a tiros disparados por um adolescente, de 17 anos. Houve troca de tiros e o menor foi baleado e morreu a caminho do hospital da cidade. Com o adolescente, a polícia encontrou um revólver calibre 32 e dois cartuchos deflagrados e quatro intatos. Há informações de que ele tinha uma extensa ficha de atos infracionais.

Na noite do dia 23 do mês passado foi morto Pedro Brito de Sousa, o Pedim, de 19 anos, no bairro do Bacuri, em Imperatriz, em confronto com militares. Segundo a polícia, ele é acusado de ter participado da tentativa de latrocínio, ocorrido na tarde desse dia, no bairro Juçara, nessa cidade, que teve como vítima o policial militar Wanderson Monteiro da Silva, de 27 anos. Ele ainda era acusado de ter tentando roubar e atirou no sargento do Corpo de Bombeiros Militar, José Wilton Nunes, de 45 anos, no dia 29 de agosto deste ano, no São José.

Números

44

foi o número de mortes em confronto com a polícia no primeiro semestre deste ano no Maranhão, segundo dados do Monitor da Violência divulgado ontem; não estão incluídos os três casos registrados nos últimos 15 dias no interior do Maranhão

ISMAEL ARAÚJO

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