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Agressora de entregadores presta depoimento em delegacia na Zona Sul do Rio

A ex-atleta de vôlei Sandra Mathias Correia de Sá, de 53 anos, prestou depoimento nesta segunda-feira (17), na 15ª DP (Gávea), na Zona Sul do Rio, sobre o inquérito que investiga agressões contra entregadores em São Conrado. Ela estava acompanhada do advogado e não quis falar com a imprensa.

 

Segundo o advogado de Sandra, Roberto Duarte Butter, ela não poderia comentar sobre as acusações de agressão porque as investigações estariam sob sigilo. A ex-atleta é investigada por injúria e lesão corporal.

Sandra foi flagrada chicoteando um motoboy, mordendo uma entregadora e intimidando uma lojista nas últimas semanas. O depoimento dela estava marcada para acontecer na semana passada, mas foi adiado depois que a defesa dela apresentou um atestado alegando problemas de saúde.

A ex-atleta chegou na delegacia por volta das 13h50 desta segunda. Seu depoimento durou aproximadamente 3 horas. Na saída, foi possível perceber que ela estava com marcas nos braços. Dois policiais da 15ª DP fizeram a proteção da mulher até o carro.

Na última quarta, o advogado do entregador Max Angelo dos Santos — o homem chicoteado com uma guia de cachorro —, informou que seu cliente foi ouvido no dia da agressão, mas disse esperar que ele seja chamado novamente nos próximos dias para complementar o inquérito policial com novas informações.

Novas testemunhas serão ouvidas pela polícia no inquérito que apura os crimes de injúria e lesão corporal.

▶️ Como ocorreram as agressões cometidas pela ex-atleta? No domingo de Páscoa, cinco dias depois de ter xingado motoboys na Estrada da Gávea, Sandra estava passeando com o cachorro quando voltou a se desentender com entregadores e cuspiu neles. A ex-atleta discutiu com uma mulher que fazia parte do grupo e mordeu a perna dela. Na sequência, partiu para cima de um dos profissionais, que é negro, chicoteando-o com a guia do cão.

▶️ Quem são as vítimas? A primeira pessoa a sofrer agressões no domingo foi a entregadora Viviane Maria de Souza, que não revidou e afirma: “Ela me xingou de lixo, de favela, de um monte de coisa”. Já Max Angelo dos Santos levou um soco na cabeça, antes de ser chicoteado. Ele diz: “Ela me tratou como se eu fosse um escravo”.

▶️ Quem é a agressora? Ex-jogadora de vôlei de praia, Sandra é dona de uma escolinha que oferece aulas da modalidade a crianças na Praia do Leblon e trabalhou como nutricionista em clínicas do Rio. A mulher tem passagens anteriores pela polícia por lesão corporal, injúria e ameaça, furto de energia e fraude em licitação.

Sandra Mathias Correia de Sá — Foto: Reprodução

Sandra Mathias Correia de Sá — Foto: Reprodução

▶️ Onde ocorreram as agressões? Em frente a uma loja que serve de base para uma plataforma de entregas – os motoboys circulam pela região para retirar pedidos. Na mesma calçada, fica o prédio em que Sandra Mora.

▶️ Como foi a briga anterior às agressões de domingo? Na terça-feira (4), depois de alegar que motoboys trafegam pela calçada, Sandra intimidou uma funcionária da mesma loja. Max, que gravou o bate-boca, afirma: “Ela [a ex-atleta] intimidou a menina que trabalha na loja a dar o telefone do responsável para obter meu registro e meu nome. Falou que iria me ferrar e me colocar na cadeia”.

▶️ Quais as reações à atitude de Sandra? A Prefeitura do Rio suspendeu o funcionamento da escolinha de vôlei da qual ex-atleta é sócia. Já o advogado do condomínio onde ela aluga um apartamento afirmou que vizinhos querem expulsar a moradora do prédio. E a Comissão de Ética do Conselho Regional de Nutrição abriu um processo administrativo contra Sandra.

▶️ O que diz a defesa da ex-atleta sobre o atestado apresentado para justificar a ausência no depoimento? “Ela está com várias lesões”, afirmou o advogado Roberto Duarte Butter. Perguntado sobre a linha de defesa da cliente, declarou: “Vocês vão se surpreender”.

Polícia investiga se entregador foi vítima de injúria e lesão corporal em São Conrado

Todas as agressões ocorreram na Estrada da Gávea, em frente a uma base de uma plataforma de entrega. O prédio de Sandra fica na mesma calçada. Há um posto de gasolina e uma saída do metrô nas proximidades.

Max contou que na terça-feira (4) Sandra já tinha xingado os profissionais porque eles estariam trafegando pela calçada.

No domingo de Páscoa, ao passear com um cachorro, Sandra primeiro cospe na direção dos motoboys. Na volta, começa a discutir com a entregadora Viviane Maria de Souza.

Sandra parte para as agressões e morde a perna de Viviane. A entregadora não revida e tenta se desvencilhar de Sandra, agarrando-se a uma grade.

“Ela me xingou de lixo, de favela, de um monte de coisa. Nome feio… E chamando para briga, e eu não queria brigar. Eu falei: ‘Eu não quero brigar, eu vou correr, sim, porque eu não quero brigar’. Porque, se eu fosse a mais, eu ia acabar machucando ela”, narrou a profissional.

Viviane consegue escapar, e Sandra passa a mirar em Max. Ela puxa a camisa dele e acerta um soco na cabeça. Ele momentaneamente se afasta. Sandra solta a guia da coleira do cachorro e avança contra Max, chicoteando-o. Ele se esquiva de um golpe, mas acaba ferido.

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