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Homicídio

Amigo que soube de plano da execução ‘tomando uísque’ com Ronnie Lessa foi morto 1 mês depois de Marielle

Autor da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o ex-policial militar Ronnie Lessa contou em sua delação premiada que pesquisou locais para cometer o crime, no Rio de Janeiro, enquanto bebia uísque com um amigo, o advogado André Luiz Fernandes Maia. O ex-PM afirmou aos investigadores que, naquela ocasião, estava “obcecado em encontrar uma alternativa viável” para a execução e, por isso, passou a estudar o endereço da Rua do Bispo, no Rio Comprido, “com afinco”, enquanto estava na companhia do criminalista, morto no mês seguinte.

Encontro dois dias antes da execução de Marielle Franco

O encontro entre Ronnie Lessa e o advogado ocorreu dois dias antes da execução de Marielle.

“Instado a se manifestar acerca do porquê ter pesquisado tal parâmetro [Rua do Bispo, 227] junto ao Google Maps, sendo certo que já tinha realizado o levantamento in loco da região, RONNIE asseverou que naquele dia 12 estava na companhia de seu amigo ANDRÉ LUIZ FERNANDES MAIA, vulgo DOUTOR PIROCA, tomando uísque e, obcecado para encontrar uma alternativa viável para a execução, passou a estudar o endereço da Rua do Bispo com afinco”, diz trecho do relatório final da apuração.

Rota mais ‘eficaz’ pelos executores do assassinato de Marielle Franco

A pesquisa, feita no Google Maps, resultou “inócua”, já que outra rota foi considerada mais “eficaz” pelos executores do assassinato. Marielle e Anderson foram mortos a tiros na Rua Joaquim Palhares, no Estácio, na noite de 14 de março de 2018. Quase um mês depois, em 12 de abril do mesmo ano, o advogado André Luiz Fernandes Maia foi assassinado a tiros no Anil, na Zona Oeste do Rio.

André Luiz Fernandes Maia saía de casa, na Rua Otávio Malta, quando foi rendido por dois homens numa moto. Os criminosos atiraram cerca de dez vezes contra a vítima. Parte dos disparos atingiu André no peito. Segundo os PMs do batalhão de Jacarepaguá disseram na ocasião, não houve anúncio de assalto por parte dos bandidos. Após atirarem, os criminosos fugiram. Na época, a Polícia Civil do Rio abriu uma investigação e passou a apurar a participação da milícia na morte.

Além de morar no Anil, André Luiz mantinha um escritório de advocacia no mesmo bairro, segundo o Cadastro Nacional dos Advogados (CNA). Um dos seus clientes, de acordo com processo no site do Tribunal de Justiça do Rio, era Moisés da Silva Fernandes, da Associação das Escolas de Samba da cidade do Rio de Janeiro. Ele também defendia o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Anil. ( o Globo )

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