Argentina recomenda sexo virtual durante pandemia: ‘Boa alternativa’

Com a ideia de evitar o risco de propagação da Covid-19, o governo da Argentina recomendou aos seus cidadãos nesta sexta-feira (17) que não tenham relações sexuais com pessoas que não residam no mesmo local, e aconselhou que eles utilizem outros recursos, como o sexo virtual.

“Temos que compreender que, no momento, a melhor coisa a fazer é evitar conhecer pessoalmente novas pessoas”, disse o infectologista José Barletta, vice-secretário de Estratégias de Saúde da Argentina.

Ele salientou que o novo coronavírus é conhecido por se espalhar através de gotas produzidas quando a pessoa infectada fala, tosse ou espirra ou em atos cotidianos, como beijar. Porém, enfatizou que a doença também pode se espalhar por meio do sêmen e secreções da vagina e do reto.

“Todos sabemos que o distanciamento social preventivo (na Argentina, a quarentena social está em vigor desde 20 de março) é a medida mais eficaz para a prevenção: evitar o contato pessoal, que inclui relações sexuais com pessoas com quem não moramos”, apontou.

O infectologista lembrou que “existem muitas aplicativos on-line para conhecer pessoas”, que podem continuar sendo usados “sem nenhum problema”, mas recomendado que não seja cara a cara.

“Até agora, existem poucas informações sobre se a transmissão (da Covid-19) pela via sexual é possível, mas também é provável que ela possa ser transmitida por práticas como sexo anal ou oral”, acrescentou. “Nesse cenário, as ferramentas que temos disponíveis hoje, como videochamadas, sexo virtual e sexting (sexo por mensagens de texto), podem ser uma boa alternativa”, enfatizou.

Barletta também pediu para evitar relação com alguém com quem more, mas apresenta sintomas relacionados ao coronavírus. A lavagem regular das mãos, como tem sido enfatizado desde que foram divulgados os perigos da pandemia, é uma medida altamente eficaz para reduzir a transmissão da Covid-19.

“É mais importante do que nunca lavar as mãos após a relação sexual, da masturbação e do sexo virtual”, disse José Barletta.

Nesse sentido, ele também considerou importante que os teclados, telefones, brinquedos sexuais e “qualquer outro objeto” que fosse usado sejam lavados ou desinfetados “mesmo que não tenham sido compartilhados com outras pessoas”.

*Com informações da Agência EFE

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