“Baile em Asunción”: Galo sofre dura goleada para o Cerro e praticamente dá adeus a Libertadores

Maicon (L) of Brazil's Atletico Mineiro vies for the ball with Victor Caceres of Paraguay's Cerro Porteno during their Copa Libertadores football match at Pablo Rojas Stadium in Asuncion, Paraguay, on April 10, 2019. (Photo by NORBERTO DUARTE / AFP)

“Foi num baile em Assuncion, capital do Paraguai, onde eu vi as paraguaias, sorridentes a bailar”. O trecho da música Galopeira, interpretada por Sérgio Reis e Chitãozinho e Xororó serviu exatamente para o jogo entre Cerro Porteño e Atlético, na noite desta quarta-feira, pela Copa Libertadores. Jogando fora de casa, o Atlético sofreu um baile de futebol, perdeu por 4 a 1, com direito a um apagão terrível no primeiro tempo.

O resultado do baile em Assunción é que o Galo segue apenas com três pontos no Grupo E da Copa Libertadores. O Cerro garantiu a classificação para a próxima fase do torneio, enquanto o Galo inicia as despedidas na primeira fase da competição. Com o Nacional vencendo o Zamora, matematicamente o Galo não está fora, mas é praticamente impossível que a combinação seja favorável.

O Atlético iniciou o jogo melhor, se defendendo com qualidade e, em um contra-ataque, abriu o placar. Mas não suportou a força do Cerro que partiu para cima e humilhou o Galo em solo paraguaio. No segundo tempo, ninguém rendeu: o Cerro por já ter o resultado e o Galo por não ter forças.

O Atlético agora junta os cacos e pensa na final do Campeonato Mineiro, contra o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão.

Primeiro tempo

O Atlético entrou em campo com a obrigação de fazer o que conseguiu apenas uma vez na história: vencer o Cerro no Paraguai. A única vez que isso aconteceu foi em 1981.

O Galo entrou em campo apostando nos contra-ataques. A equipe privilegiava a defesa e esperava o Cerro para sair jogando. Aos 6, a equipe paraguaia chegou com bastante perigo aproveitando um vacilo da defesa alvinegra.

Mas o Atlético estava com foco nos contra-ataques. E foi assim o primeiro tento da noite. Aos 18, em saída rápida do Galo, Luan pega a sobra de bola, na área e chuta cruzado para Ricardo Oliveira completar.

O Atlético, porém, ao abrir o placar seguiu com sua postura defensiva e não conseguiu mais buscar o ataque. O Cerro, irritado com sua situação dentro de casa, buscou o ataque.

Cinco minutos para virada e ampliação

Aos 28 minutos, Leonardo Silva foi bastante imprudente em um ataque do Cerro e saiu sem entender sua força. Ele derrubou o atacante adversário na entrada da área e fez falta. Na cobrança, aos 30, Acosta, ao melhor estilo Ronaldinho, colocando por baixo da barreira, colocou no fundo das redes. O leve desvio na barreira aliviou a situação de Victor para não ter em suas costas a culpa pelo tento sofrido.

Todavia, o segundo gol, três minutos depois, o arqueiro preto e branco falhou. Em um chute de fora da área, após bela tabela, num espaço que deveria ter, pelo menos, um volante, Fede Carrizo colocou no canto.

Dois minutos além, o terceiro. Em uma falha gritante de Fábio Santos, que entregou a bola para Victor Cáceres que limpou o lance e chutou forte para superar Victor e ampliar.

A soma de três gols em cinco minutos mexeram com o Atlético. Levir Culpi, do lado de fora, tomava um isotônico para tentar hidratar o que viria pela frente. O apagão não parou por ali. Aliás, piorou.

Aos 43, com uma falha incrível do goleiro Victor e do zagueiro Igor Rabello, Larrivey pegou a bola limpa, sem zagueiro, sem goleiro, apenas a trave em sua frente para colocar para dentro das redes.

Quando a partida chegou aos 45 minutos, o quarto árbitro marcou os quatro minutos de acréscimos que duraram uma eternidade. O preciso naquele momento era ir para o vestiário, juntar os cacos do que resta para tentar, com dignidade, finalizar a partida.

Segundo tempo

O Cerro tirou o pé no segundo tempo. Com um placar muito favorável, a equipe não fez tanto esforço para buscar o ataque, mas ainda aproveitava alguma chance para alcançar o ataque de forma mais preocupante. O Atlético se segurava em campo, tentava alcançar o ataque e, para isso, abria espaços. O Galo já sabia que a situação era complicada.

Levir tentou algo diferente. Tirou Luan e Cazares – preservando os jogadores para a final do Campeonato Mineiro no domingo – e colocou Chará e Vinícius. Pouco adiantou.

A entrada de Vinícius deu ao Galo mais mobilidade ao meio campo, o jogador entrou se movimentando bastante, tentando algo diferente, querendo ajudar. Já o Chará dando mais profundidade, mas rendeu pouco.

O Cerro não queria mais o jogo, o placar era favorável, o time seguiu com 100% na competição e confirmou sua classificação para a próxima fase.

FICHA TÉCNICA
CERRO PORTEÑO-PAR 4 x 1 ATLÉTICO

Local: La Olla Azulgrana, Assunção, Paraguai
Data: Quarta-feira, dia 10 de Abril de 2019
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)

Gols:
Cerro: Acosta, aos 30 do primeiro tempo
Carrizo, aos 33 do primeiro tempo
Victor Cáceres, aos 35 do primeiro tempo
Larrivey, aos 43 do primeiro tempo
Atlético: Ricardo Oliveira, aos 18 do primeiro tempo

Cartões: Espínola, Aguilar (Cerro); Bolt (Atlético)

CERRO PORTEÑO – Rodrigo Munoz, Juan Escobar, Cáceres, Fernando Amorebieta (Espínila), Marcos Acosta Rojas, Federico Carrizo, Victor Cáceres, Juan Aguilar, Villasanti, Nelson Haedo Valdez, Joaquin Larrivey.
Técnico: Fernando Jubero.

ATLÉTICO – Victor, Guga, Leo Silva, Igor Rabello, Fábio Santos, Adilson, Elias, Cazares (Vinícius), Luan (Chará), Maicon Bolt, Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi.

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