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Brasil Saúde

Brasil alcança 95% da meta de vacinação de crianças até um ano em 2023

Mais de 2.100 cidades conseguiram aumentar a cobertura vacinal em crianças com um ano de idade. Oito vacinas registraram alta na procura, segundo o Ministério da Saúde, de janeiro a outubro.

Cresceu a procura pelas vacinas:

  • Hepatite A
  • Poliomielite
  • Pneumocócica
  • Meningocócica
  • DTP (difteria, tétano e coqueluche)
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) 1ª dose
  • Tríplice viral 2ª dose
  • Febre amarela, indicada aos nove meses de idade.

 

Com esse resultado, o Brasil atingiu a meta de 95% de aplicação de imunizantes do calendário infantil considerados fundamentais até o primeiro ano de vida. Na opinião do médico infectologista Hemerson Luz, esse crescimento é resultado de uma estratégia que levou em conta um planejamento de regionalização.

“É muito diferente planejar levar a vacina a um município do Sertão do Nordeste, por exemplo, quando comparado com uma comunidade ribeirinha na Amazônia. Além disso, a caderneta vacinal está sendo digitalizada e os principais postos de saúde dos municípios também poderão acessar a caderneta de qualquer cidadão”, avalia.

Mesmo com esse aumento global na cobertura vacinal no Brasil, o médico diz que ainda existem muitas diferenças regionais. “Alguns municípios ainda não alcançaram uma cobertura vacinal como planejado para impedir a disseminação de doenças. Como exemplo, o sarampo, que é uma doença altamente transmissível, e que necessita de uma cobertura vacinal elevada. E alguns municípios ainda não alcançaram essa meta”, lamenta.

Cobertura ainda precisa aumentar

Francisco Job, que também é médico infectologista, faz um alerta: o cenário apresentado, por enquanto, é apenas uma reversão de tendência. “Nós estamos muito longe ainda da cobertura vacinal que nós já tivemos no passado, principalmente para algumas vacinas específicas”. O especialista destaca ainda que a vacinação de idosos no Brasil também precisa de mais atenção.

“Grandes lacunas precisam ser preenchidas por uma postura mais proativa da atenção primária e das equipes de saúde de família. Isso exige uma proatividade maior para aumentar a cobertura entre os idosos da vacina da gripe e da vacina da Covid”, ressalta. (imirante)

 

 

 

 

 

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