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Coluna da Karoline Alves: Início de um sonho

Bom, espero que você ao ler goste dessa história ela é real, pois relata uma parte da minha vida na qual decidir compartilhar aqui para você que está lendo saiba, que não existe sonho impossível para aqueles que tem fé, esperança e persistência, pois é o necessário para se dá início aquilo que você deseja assim se tornar real.

Bom, no início deste sonho eu estava com apenas oito anos, era uma menina simples do interior, morava em um sítio com meus pais, avós e um casal de irmãos, por mais incrível que pareça, eu era muito feliz se pudesse não sairia de lá e jamais me tornaria adulta tão cedo, mas não podemos ter tudo do nosso jeito.

Minha família nunca foi cheia de condições boas, éramos pobres. Bom hoje em dia nós não somos ricos, mas descobrimos que riqueza nem sempre traz a felicidade que esperamos, o dinheiro é, bom sim, com certeza, pois com ele compra aquilo que queremos, mas o dinheiro não compra o que mais precisamos que, é, a vida.

Mas sem delongas, vamos lá descobrir que sonho era esse, eu tinha o sonho de ter uma boneca que parecia um bebê, mas para eu ter uma só para mim, tinha que dar uma para minha irmã, que era mais nova, caso contrário ela não largaria a minha, eu não poderia pedir para meus pais, pois eles talvez não tivessem como comprar.

Um dia fui à cidade com minha avó e vir da boneca que eu tanto queria e disse para ela, vovó será qual o valor daquela boneca? Ela então perguntou a moça da loja o valor, ela disse ser apenas 5 reais, minha avó só disse está bom, obrigada moça! Desse dia então eu fiquei pensando em uma forma de conseguir ganhar dinheiro para comprar essas bonecas, bom trabalhar eu não poderia só tinha oito anos então tive uma ideia brilhante ao menos para mim era, pois não imaginava que seria tão difícil pedi para meu avô subir no pé de manga rosa e pegar as mangas mais bonitas para mim, ele então atendeu ao meu pedido.

Eu peguei as mangas, as lavei, coloquei em uma bacia peguei um banco e fui para BR afinal era na frente de casa, esqueci de mencionar que eu morava em frente a BR 316, a mais movimentada acho eu que do Maranhão.

Essa BR liga o estado do Pará ao nosso, bom então coloquei as mangas lá e fiquei vigiando para ver se alguém ao passar compraria, foi uma manhã frustrante ninguém parou para comprar, eu já estava revoltada e triste, já era meio-dia, eu estava com fome, então eu pensando em tirar tudo e ir sair dali para ir almoçar e depois brincar, quando de repente parou um carro preto ai não sei se estava com medo ou feliz.

Para minha alegria, era meu primeiro cliente e muito especial. Ele foi logo descendo do carro e perguntando quanto era as mangas eu disse ser um real e ele perguntou, mas um real cada manga? Não moço é as 5 por 1 real, então ele disse bom eu irei levar as 5 pode embalar, eu coloquei as mangas em uma sacola e entreguei a ele, na hora de fazer o pagamento ele me entregou 5 reais, eu olhei para ele e disse, mas moço eu não tenho troco espere aí vou perguntar para a mamãe se ela troca está bem? Ele então disse que não, precisava, ele estava pagando 1 real por cada manga eu então agradeci.

Perguntei a ele, moço, em que o senhor trabalha? Ele me respondeu eu sou policial. Assim, pois saiba que quando eu crescer, eu vou ser policial assim como o senhor e ajudar os outros, como o senhor está me ajudando hoje.

Ele sorriu e me deu tchau, eu peguei o banco a bacia vazia e corri para casa gritando mamãe, mamãe, eu conseguir vender minhas mangas por 5 reais, guarda meu dinheiro, ai então fui almoçar e brincar.

Quando estava brincando nas mangueiras, apareceu um moço, chegou e foi logo pegando umas mangas no chão, eu corri fui até ele e disse, ei moço o senhor não pode chegar no quintal dos outros, pegando as coisas sem pedir não, isso é feio! Ele me olhou e disse, mas eu vou pagar. Ata que bom olha se o senhor me der 5 reais eu pego um saco e deixo o senhor colocar quantas mangas quiser.

Pegue aqui o dinheiro e me traga o saco e me ajude a pegar as mangas. Eu peguei o dinheiro e corri onde a mamãe gritando mamãe pega outro dinheiro, vendi, mas manga para um moço ali, me dá um saco, ele quer um monte de manga de fiapo vou deixá-lo levar várias, pois nós nem comemos elas.

Então ajudei o moço, quando ele foi embora, eu fui aonde mãe e disse a ela que agora tinha 10 reais e perguntei a ela, mãe que dia a senhora vai em Santa Inês? Ela não me respondeu, e eu continuei a falar, olha quando a senhora for, leve meu dinheiro e compre duas bonecas bebê uma para mim outra para minha irmã.

No dia seguinte, mamãe saiu, não sei para onde, quando ela chegou foi com às duas bonecas, para minha alegria peguei a minha e coloquei logo o nome de Sheila.

Era minha filha, eu fazia roupas para ela, dava banho, ficava contando as horas para acabar a aula e eu ir para casa cuidar da minha filha.

Um sonho se realizou e outro cresceu no meu coração, na escola minha professora me fez uma pergunta. O que eu seria quando crescer? Bom pensei em inúmeras coisas até em ser professora como ela, mas respondi quero ser policial quando crescer para ajudar as pessoas.

Desde então carrego esse sonho comigo. Hoje tenho 25 anos, ainda não sou policial me tornei professora, mas sou acadêmica de direito e estou mais perto de realizar meu sonho em ser policial, mas desde já, sempre ajudo as pessoas.

Não devemos nunca deixar de sonhar por mais que demore para realizar nossos sonhos, no momento certo, o sonho deixa de ser apenas um sonho e vira realidade. Volte a sonhar, porque Deus ainda realizar sonhos! 

 



 

2 thoughts on “Coluna da Karoline Alves: Início de um sonho

  1. Linda história! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻 Deus ainda realiza sonhos 🙏🏻🙌🏻🙏🏻🙌🏻

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