Coluna do Israel Diniz: A Farra do Poder

A história é algo fascinante, nas suas diversas entranhas, seja ela de um ser humano ou de algo que nos marca ao longo do tempo.
Contada de diferentes formas e às vezes compreendida de maneira estranha, mas há de convir que ela tem suas faces e vale a pena ao menos sorrir de alguns capítulos.
A política pública nos seus fundamentos deve ser efetivada de maneira a
satisfazer os anseios de um povo, exercida por meio de representantes escolhidos entre aqueles que mais se destacam na função de político.

Há de se deixar bem claro que a política partidária é muito diferente de política,
esta por sua vez, é essencial para a ordem e convivência social, já aquela é onde a
guerra se inicia para se conquistar o direito de ter o poder e executar as ações hora pré-definidas por meio de mecanismos que atendam a um determinado objetivo.

Pois bem, é aí que começa uma trama que jamais um filme, um programa de TV
ou uma novela é capaz de descrever com requintes a perfeição que ela se dá ao longo do tempo.
Imaginemos uma cidade em que as pessoas são um pouco ativas, mas não tem o poder de transformação na velocidade em que desejam, que lutam sem alinhar suas trincheiras e acordar para as espertezas do seu “adversário”, onde o tempo passa e o texto político não muda de estilo, há até muda, de atitudes e de lados, mas permanece o mesmo, ou seja, muda-se a nomenclatura, mas não muda as velhas práticas.
Nesta festa, quem leva a “taca” é o povo, que dança uma música comum, a do está bom pros meus, o resto é gente com fome e descontente com a cesta básica, que não conseguem acreditar que a banda que está no palco é capaz de fazer um bom show e juntos podemos fazer a alegria geral.
E as mazelas sociais que se danem, aliás, o povo não entende que tem o poder de mudar o ritmo do traçado e fazer o chefe entrar nos trilhos.

No decorrer dos trilhos, construídos ao longo desses dez anos os vagões seguem cheios de tantas emoções que se derramar é capaz de causar um vendaval, mas fogo sem
carvão não tem chamas, então nem vale a pena acender o fogareiro.
O primeiro compartimento dessa comédia era uma felicidade só, o povo vivia
contente, o chefe era bom, se dava com todos, comprava um boi e alimentava a todos,
satisfazendo a fome e deixando a todos contentes, com exceção do vendedor que ficava esperando o pagamento e só com promessas talvez um dia recebia pelo produto.
Era um tempo de muitos feitos, mas quando o rombo foi descoberto a lambança
já estava feita, coitado de quem tomou o assento, achando que ia continuar a pegar o vento fresco que soprava do rio, até pegou, mas teve que fazer jus ao progresso e usar um ar condicionado.
Não posso deixar de citar que foram muitos avanços, alguns cruciais para o
desenvolvimento de vários setores, regiões e até mesmo “podres perrapados” que andavam de bicicleta tiveram a chance de melhorar suas condições de vida.

Mas como dizem por aí o que é bom dura pouco, mesmo que a maioria não concorde, às vezes é melhor que continue assim, pra ver se alguém toma uma atitude e sai do comodismo. E que avanço, mas de repente acabou-se a festa, a “ema gemeu no canto do juremar”, pense que o negócio foi mudado de uma forma que não teve quem não tivesse um disse me disse para cochichar.
Agora é a hora da mudança, compromisso com a população, mas a altivez e a
arrogância de alguns fizeram o trem perder muitos passageiros, infelizmente alguns
quando tem o poder momentâneo esquecem que o tempo passa e o mundo é redondo e vive girando num movimento constante.

Nesse novo capítulo o negócio foi mais rigoroso, sem pompas, mas com o mesmo jogo, primeiro os nossos e depois os outros, eita vida tirana, era um tal de salve-se quem puder.
Foram muitas ações, movimentando a todos, a cidade e o interior, uma nova forma de gestar, mas o chefe não tinha muito contato com a “plebe”, não sei se era por não gostar ou pelo jeito pessoal de ser.
No entanto, a certeza de continuar à frente do pelotão era certa, mas num
descompasso sem precedentes a banda saiu do ritmo, eita que foi grande o alvoroço, ninguém da classe conseguia justificar onde foi o erro, estava tudo tão alinhado.
Mas o barco seguiu adiante, o sol parecia brilhar de um jeito diferente, gente com sorrisos mais largos, como se diz por aí, lavou a égua, mas alguns deram com os burros n’água.

Eita que era muita algazarra, alguns “enfiaram a viola no saco” e voltaram aos seus afazeres, num enredo que só a vida e a história são capazes de contar.
Começou uma nova alegria, desta vez com muitos projetos, vamos fazer isso e
aquilo, eita que parecia escola de samba quando é campeã, gente com sorriso de orelha a orelha, mas a prática continuou a mesma, primeiro os nossos, esses são do contra, uma situação que às vezes dá enjoo.
Eis que tudo volta a mudar, uns acreditando em um novo momento, mas nem tudo está a contento, o discurso é o da mudança, mas aprendi que o grande discurso de um homem são suas obras e fé sem prática não tem eficiência e, pelo andar da carruagem esta farra vai perdurar por muito tempo.

Como dizem por aí, manda quem pode, obedece quem tem juízo, a esperança é a
última que morre, eu acredito na realização dos sonhos, é vida que segue….

A farra do poder continua……….

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