Coluna do Professor Ameliano: ALGUÉM VAI “ABRAÇAR” O JACARÉ!

Desde o final do ano 2019, o mundo vem passando por momentos tenebrosos no que diz respeito a saúde e a vida humana. Tudo começou em dezembro passado em Wuhan,uma das maiores cidades da China, embora sem expressão, até apontar como epicentro da covid-19.
O vírus se espalhou pelo mundo, hoje já presente em mais ou menos 193 países de vários continentes: no europeu com maiores proporções. Itália, Espanha e atualmente Reino unido… sendo as mais devastadas pela pandemia.
Não demorou muito para chegar ao continente Americano.
Hoje, quando você estiver lendo esse texto o mundo já contará com aproximadamente 2.000.000 milhões de infectados, com mais de 100.000 mil mortes. Mas a esperança é maior, já são mais de 400.000 mil curados.
No final do mês de fevereiro de 2020, foi confirmado positivo o primeiro caso de covid19 no Brasil, para ser preciso em São Paulo, onde até o momento se concentra o maior número de casos no Brasil. É claro que isso deve-se ao índice populacional dessa mega metrópole!

Foi a partir de então, que o governo brasileiro em meados de março, através do ministério da Saúde começou a tomar as primeiras medidas para conter a pandemia, dentre as quais destaco: isolamento social( distanciamento social), hábitos de higiene, , estudo sobre ajuda financeira…, como meios de prevenção. Lembrando que alguns estados se anteciparam as medidas federais.
Desde o início o chefe do executivo nacional não tratou a pandemia com a seriedade devida, que muitos julgavam. E sempre defendeu o isolamento vertical (defende a penas o isolamento das pessoas que fazem parte dos grupos de risco)
Já os chefes do executivo de alguns estados, em sua maioria da região nordeste, dentre eles o Maranhão, tomaram medidas mais arrojadas no sentido do isolamento, dentre outros. O que sempre foi criticado pelo presidente Bolsonaro.
Destaco aqui alguns opositores ferrenhos, as ideias bolsonaristas: João Doria (SP), Wilson Witzel(RJ) e Flávio Dino ( MA), claro, sem contar a oposição dos dois presidentes do legislativo federal: da câmara federal e congresso.
O presidente sempre causando polêmicas, quebrado os protocolos e recomendações da (OMS),e em defesa da economia, indo na contramão do seu próprio ministro da saúde. A linguagem do presidente com seu ministro já havia deixado de ser a mesma a tempos,( se é que em algum momento existiu) tanto que na última segunda-feira 11/04 vários meios e veículos de comunicação davam conta da demissão do ministro.

E claro, além do ciúme político por parte do presidente, uma vez que o Sr. Mandetta, tem dado um show na condução das políticas de saúde para combate a pandemia. E isso no meio político soa como ameaça para os planos futuros.
Mas como dizem por aí:” pimenta no olho do próximo, é refresco!”
Com muitas críticas as declarações e comportamento do presidente, ” na crista da onda” alguns de seus desafetos diziam: ” independente do posicionamento do governo federal, nosso governo local, continuará seguindo a risca as recomendações da (OMS) e autoridades de saúde, sem ceder um milímetro para salvar vidas. Lindo, emocionante e coerente se fosse verdade, e se todos não tivessem interesse distintos nas eleições de 2022.
“Vamos salvar vidas, depois salvamos a economia.”
” Em respeito as vidas dos maranhense, e sintonia com cientistas e profissionais da saúde, no Maranhão manterei todas as providências preventivas.”
” A vida deve ser em primeiro lugar!”
Falas nas redes sociais do excelentíssimo governador do Maranhão até o final do semana passada, mesmo com a defesa contante do presidente pela flexibilização do isolamento, considerado as especificidade de cada estado e município, observando a quantidade de casos de covid-19.

O que houve de fato com a coesão do discurso anti bolsonarista do nosso governador?
No último sábado, dia 11/04/2020 o governador publica um novo decreto 35.731 onde o mesmo dar autonomia para que os prefeitos editem atos, suspendendo as restituições previstas em decretos anteriores. 35.667de 21/03 e 35.714 de 03/04, caso os prefeitos não publiquem nenhum ato, as restituições valem até 20/04 quando haverá novas avaliações para novas medidas.
Decisão tomada, mesmo sabendo que o ápice (pico) da pandemia, segundo especialistas, se dará entre os meses de abril até meados de junho e que até setembro o vírus ainda circulará no Brasil.
Nosso governador
“amarelou?”
Como se diz na gíria:” a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco.”
E uma pergunta que não quer calar: Como fica nossa cidade maravilhosa?
Hoje Barreirinhas com mais de 60.000 mil habitantes, a 20° maior cidade em número de habitantes das 217 cidades do Maranhão.
Um dos polos turísticos mais visitados por brasileiros e estrangeiros, a nível de Maranhão, fica atrás apenas da capital São Luís, tanto é que, segundo dados do ano passado(2019), nos feriados a taxa média de ocupação sempre foi acima de 80%, isso se tratando de mecanismos como site. Então por aí, se percebe o volume de visitantes que nossa cidade recebe. Sem falar na tal alta temporada.
O Maranhão,em especial Barreirinhas, nas últimas décadas vem desapontado como um dos principais destinos turísticos do Brasil!

O ramo turístico tem refletido diretamente na economia do município, tanto que hoje é um dos melhores ramos para investimentos a curto prazo.
Barreirinhas hoje pode ser vista como uma cidade estratégica do Brasil, uma vez que ao norte faz limite com oceano Atlântico, conta com uma parte do complexo eólico delta III, bacias de Barreirinhas, com poços petrolíferos sendo perfurados desde 2009.
Mas atualmente a principal fonte econômica do município é: o turismo,o comércio formal,informal, funcionalismo público e trabalhos artesanais ( agricultura, pesca, artesanato). Esses também são os que mais empregam.
É fato que nossos microempresários, microempreendedores, vendedores informais ( autônomo) são os que mais tem contribuído diretamente para a economia local e nacional nos últimos anos de recessão econômica, que o país vem enfrentando.
Que Barreirinhas é um dos municípios do Brasil e do Maranhão mais promissor? fato! Mas seria sensato nesse momento de insegurança reabrir a porta de entrada para os lençóis? Reabrir comércio não essenciais, repartições pública…?

Como disse em outro momento escrito:” não estamos no mesmo barco!” Tanto que até o momento, quem faz parte das estatísticas são pessoas anônimas. É importante ressaltar a disparidade gigantesca entre a sociedade. O fato é: ” o que tem matado as pessoas é a desigualdade social!” Você já parou para analisar a quantidade de pessoas que pede para você ficar em casa, e quantas tem que ficar em casa?
Isso não é uma crítica, mas para mostrar o nível de desigualdade!
As medidas adotadas são simples, mas eficazes, isso reflete no n números de covid19 no Brasil!
No Brasil nos próximos dias, alcançaremos 23.000 mil casos confirmados e chegaremos a 1.500 óbitos. Claro que a expectativa é que os números só cresçam. Mas mesmo com a elevação nos números, tudo indica que sairemos vitoriosos, longe das projeções feitas para o Brasil!

Mas também já é notório os impactos desastrosos na economia, que antes de adoecer, já estava no respirador.
A economia do nosso município já sente as consequências das medidas impostas( sempre disse que: se existia um município do Brasil que desconhecia crise econômica, era Barreirinhas),e levaremos um bom tempo para recuperar o perdido.
A verdade é que as famílias barreirinhenses vivem um dilema:( boto ou não boto…) Manter a vida financeira ou uma vida saudável?
As duas são necessárias, mas apenas uma é essencial: A vida!
É possível as duas?
Sim!
Desde que, mantenha-se as medidas em curso.E se flexibilizar alguma, que seja feito com responsabilidade e todos os cuidados e recomendações das autoridades de saúde!
Como se diz:” não é como Deus fez macaco.” Ou seja, não será apenas com palavras, mas com ações.
Com poder econômico compra-se bens, remédio …mas não se compara a saúde, a vida.
Eu particularmente prefiro viver juntamente com minha família!
Mas deixo aqui um questionamento ao nosso gestor municipal, uma vez que “o abacaxi” cairá no seu colo.
Iremos continuar optando pela prevenção ou iremos remediar?

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