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Economia

Eletrobras aprova incorporação de Furnas em assembleia de acionistas. Entenda o que muda nas empresas

A Eletrobras aprovou, em assembleia geral extraordinária de acionistas (AGE), nesta quinta-feiram, a incorporação de Furnas. Segundo a companhia, “a incorporação trará aumento de eficiência, qualidade, segurança operacional e elevação dos investimentos no setor”.

Na prática, a incorporação de Furnas à holding Eletrobras vai redesenhar a estrutura das duas empresas, eliminando cargos e funções redundantes. A intençao da Eletrobras é aumentar sinergias, reduzindo custos, e deixar a tomada de decisão mais ágil.

A assembleia ocorreu logo depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atender a um pedido apresentado pela empresa e cassar duas decisões que haviam suspendido a realização da AGE.

Moraes determinou a cassação de duas decisões, uma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1) da 1ª Região e outra do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) — a segunda já havia sido revertida antes mesmo da avaliação do STF.

O ministro considerou que as liminares haviam desrespeitado a lei que autorizou a privatização da Eletrobras, sancionada em 2021. Em 2022, o governo se desfez do controle em uma operação na Bolsa que envolveu a emissão de novas ações.

A AGE estava prevista para ocorrer no dia 29 de dezembro, mas as duas decisões questionadas haviam suspendido a realização por 90 dias.

A operação de incorporação integral faz parte do plano estratégico da Eletrobras e tem oposição do governo, incluindo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Desde o início do mandato do presidente Lula, em janeiro de 2013, o governo tem questionado a redução de seu poder de influência na Eletrobras, da qual se manteve sócio, mas sem o controle.

O que significa a decisão?

 

A incorporação feita pela Eletrobras não é inédita. Outras mudanças na estrutura da ex-estatal foram feitas ainda antes da privatização. A CGTEE, de geração de energia a carvão, por exemplo, foi para a Eletrosul. A Amazonas GT, com ativos de transmissão e geração, passou para a Eletronorte. Eletrosul e Eletronorte são outras subsidiárias da Eletrobras.

Por que Furnas importa?

 

Furnas é uma subsidiária integral da Eletrobras, com operações em geração, transmissão e comercialização de energia elétrica, atuando em 15 estados do país, além do Distrito Federal. Entre seus ativos estão mais de 20 usinas hidrelétricas.

A empresa totaliza 13,7 mil megawatts (MW) de capacidade instalada de geração, correspondendo a cerca de 31% dos 43,8 mil MW de geração da Eletrobras. Na transmissão, Furnas detém 25,7 mil quilômetros de extensão de linhas, 35% da malha total da sua controladora, de 73,4 mil quilômetros de extensão.

Conciliação em disputa

 

Atualmente, há uma disputa entre o governo e a direção atual da Eletrobras. O Executivo argumenta que o modelo de desestatização da companhia limitou o poder decisório da União, que detém 42,6% das ações da empresa, e recorreu ao STF para aumentar sua participação.

Em dezembro, o ministro Nunes Marques determinou que a União e a Eletrobras tentem resolver o impasse por meio de uma conciliação, com prazo de negociação de 90 dias. ( o globo )

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