Em texto dedicado aos barreirinhenses Léo Costa fala de união de forças dos poderes para vencer o Covid-19

Queridos amigos e amigas! Na altura dos meus 74 anos nunca imaginei que viveríamos dias tão incrivelmente sombrios, tristes e surreais quanto os que estamos vivendo em nosso bom e velho mundo, nos continentes, nos países, nas cidades, nos interiores, a ponto de nos vermos forçados a ficar presos e trancados em nossas próprias casas. Uns ficam, porque podem. Outros não podem, e se arriscam às vezes até demais.

Estou de quarentena, isolado, cuidando e cuidado por dois filhos e duas netas. E assim estou, porque faço parte do principal e mais numeroso grupo de risco, os idosos acima de sessenta anos. Quando resolvi me isolar (dia 16 de março), ainda não havia um óbito sequer pelo novo Coronavírus em todo o Brasil. O diagnóstico do primeiro caso havia sido em 26 de fevereiro, na cidade de São Paulo. O primeiro óbito veio a ocorrer, também em São Paulo, em 17 de março, exatamente no dia seguinte ao meu isolamento em São Luís. O Primeiro diagnóstico no Maranhão foi publicado no dia 20 de março, no bairro Renascença, em São Luís, quatro dias depois que me isolei. Assim como o primeiro óbito no Estado, dia 29 de março. Em BARREIRINHAS, o primeiro diagnóstico surgiu em 18 de abril.

Portanto, olhando de hoje, vejo quão misteriosa e incrivelmente veloz a Covid 19 se espalhou e se espalha por toda parte, atacando a todos sem distinção. Hoje, está presente em todos os estados brasileiros. No Maranhão, já foi diagnosticado em 202 das 217 cidades . Na Ilha de São Luís, a doença foi testada positivo em 239 bairros, a Ilha toda, palmo a palmo. No interior do Estado, saltou das sedes municipais para os milhares de povoados, praias, aldeias e assentamentos. O Brasil já está contabilizado como o terceiro país do mundo com mais casos da Covid 19 (310.000 infectados). Daqui a uma semana está previsto para ser o segundo com mais testes positivos, atrás apenas dos Estados Unidos. Nosso Maranhão é o sétimo estado do Brasil com mais casos e óbitos.

Amigas e amigos, a responsabilidade é imensa, da parte de cada um e de todos. De mãos atadas, por não estar em cargo de mandato e representação, só me cabe me cuidar, cuidar de minha família, tentando não ser contaminado nem contaminar. Do meu isolamento e do fundo de minha dor, o que mais desejo é isso: Espero, torço e rezo todos os dias para que nossos líderes e dirigentes públicos, em todos os níveis, se entendam, se harmonizem e se unam numa corrente comum contra o misterioso e traiçoeiro Coronavírus.

O medo é geral. Muito sofrimento conhecido, e desconhecido talvez mais. Tem gente morrendo por que não se sentir segura indo ao posto de saúde, a UBS, a UPA, ao hospital. A confusão é muito grande, geral e despropositada. Neste momento o que realmente importa é a recuperação da liberdade, do trabalho, da saúde e da vida.

Política? Deixemos a política para depois. Quando o Coronavírus for vencido, aí, sim, será a hora de reconstruir as cidades e o país. O país e as cidades precisarão de seus melhores quadros de homens e mulheres públicas, competentes e honestas, para reconstruir e sarar. Os estragos têm sido enormes em todos os níveis da vida econômica, social, cultural e mesmo psicológica. E, infelizmente, maiores serão até que o Vendaval da Pandemia passe. Então será mais do que necessária a boa e respeitosa política.

Hoje e sempre, Deus, Nossa Senhora e o Menino Jesus tenham piedade do Brasil, do Maranhão e de todos nós.

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