Funcionários protestam por demissão em massa em hospital estadual de Matões do Norte

Funcionários do Hospital Geral de Matões do Norte fizeram um protesto nesta sexta-feira (1º), na BR-135, após uma onda de demissão em massa. De acordo com os manifestantes, uma equipe da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), que presta serviço ao Governo do Maranhão, chegou e disse que era para todos os funcionários irem para casa.

“O pessoal da limpeza, porteiro, administração, enfermeiros … a maioria contratados. Nós passamos por uma prova, fizemos prova de títulos e temos um contrato de dois anos. Eles disseram que poderia ser quebrado e que a gente deveria buscar os nossos direitos.”, informou uma das manifestantes, que trabalha como enfermeira.

Pelo Twitter, o secretário de saúde do Maranhão, Carlos Lula, disse apenas que o hospital entrará em reforma.

Secretário diz que funcionários de Hospital de Matões do Norte não foram demitidos — Foto: Reprodução/TwitterSecretário diz que funcionários de Hospital de Matões do Norte não foram demitidos — Foto: Reprodução/Twitter

Secretário diz que funcionários de Hospital de Matões do Norte não foram demitidos — Foto: Reprodução/Twitter

Segundo os funcionários, o Hospital Geral de Matões do Norte atende a 14 municípios com serviços de internação e cirurgias. No entanto, desde o dia 13 de janeiro não há anestesistas e por isso muitos pacientes estavam sofrendo à espera de cirurgia.

Na última segunda-feira (28) , a TV Mirante mostrou o sofrimento de vários pacientes que não podiam realizar cirurgias de emergência pela falta de anestesista no Hospital Geral de Matões do Norte. Muitos saíam do hospital e buscavam atendimento por conta própria.

Após o caso, segundo os funcionários, alguns foram transferidos para outros hospitais. Nesta sexta (1º), após o último paciente sair do hospital, teria vindo a ordem de demissão e o fechamento do unidade.

“Nós tínhamos em média 18 pacientes. Alguns foram embora e alguns foram transferidos por falta de anestesista. Nesta sexta, tinha só um e ele recebeu alta. Depois disso, vieram e demitiram todos”, declarou um dos funcionários do hospital.

Também pelo Twitter, Carlos Lula declarou que o hospital não vai fechar e que os pacientes foram transferidos para outras unidades.

Carlos Lula disse no Twitter que o atendimentos aos pacientes de Matões do Norte não será interrompido — Foto: Reprodução/TwitterCarlos Lula disse no Twitter que o atendimentos aos pacientes de Matões do Norte não será interrompido — Foto: Reprodução/Twitter

Carlos Lula disse no Twitter que o atendimentos aos pacientes de Matões do Norte não será interrompido — Foto: Reprodução/Twitter

Entramos em contato com a Secretaria de Saúde (SES) e pediu uma posicionamento se haverá ou não demissões no Hospital Geral de Matões do Norte, mas a SES não se pronunciou. Em nota, o Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Maranhão (SEEMA) repudiou as ações da EMSERH e classificou como cruel, desonesto, desrespeitoso, autoritário, unilateral, ilegal, arbitrário e abusivo.

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Maranhão (SEEMA) vem repudiar o Ato Realizado hoje no Hospital Geral de Matões, as informações que recebemos, é que pessoas que identificaram-se como funcionários da EMSERH adentraram o Hospital, trancaram as salas, suspenderam o atendimento de todos os pacientes, mandaram todos os funcionários para casa e anunciaram que todos os funcionários estariam demitidos. O Clima que tomou conta da cidade foi de guerra, omissão de atendimento, de total terror e incerteza. O Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Maranhão repudia veementemente tal Ato, que classifica como cruel, desonesto, desrespeitoso, autoritário, unilateral, ilegal, arbitrário e abusivo. Essa forma de lidar com as relações humanas, com os pacientes ferem o princípio da dignidade humana, da razoabilidade, da transparência, da publicidade, chega a ser vergonhoso que uma Gestão Pública seja conivente com tal prática totalmente autoritária, infundada e descabida. O Sindicato dos Enfermeiros providenciou Notificação hoje ainda, para a Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho, para a EMSERH e para os demais Órgãos responsáveis. A Diretoria do SEEMA solidariza-se com o sofrimento e desespero dos pacientes que tiveram seus atendimentos suspensos e dos Trabalhadores do Hospital Geral de Matões, que estão desesperados, pois além de ter que serem obrigados a deixar seus plantões e abandonar os pacientes em atendimento ainda tiveram sua condição trabalhista totalmente afronatada no que diz a seu emprego, à sua dignidade, à sua condição humana, justiça e cidadania“, diz a nota da SEEMA.

Informações do G1

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