Globo faz matéria perseguindo vereador Gabriel Monteiro

O youtuber, atual vereador e ex-PM Gabriel Monteiro vem a cada dia se destacando como vereador no Rio de Janeiro e isso tem incomodado muita gente.

O parlamentar tem ido a hospitais, creches, abrigos e conselhos para ver de perto a situação do povo e poder de fato cobrar uma solução aos problemas da população.

Gabriel recentemente falou em uma entrevista em um podcast que não usa o salário para si, mais aplica em projetos sociais.

Suas idas até as repartições fez com alguns parlamentares o denunciassem na comissão de ética da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

A matéria do RJTV da Rede Globo causou revolta a seus apoiadores.

Veja a matéria da globo.

O Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio está investigando o vereador Gabriel Monteiro (PSD) após ele ter feito fiscalizações em unidades de saúde sem autorização da Prefeitura ou do Governo do estado.

Em uma das ações, o parlamentar chegou a invadir um abrigo de menores em março acompanhado de muitos assessores e seguranças e provocando aglomeração. Como mostrou o RJ2, a Justiça e o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) já estão tomando providências.

Monteiro foi o terceiro vereador mais votado na última eleição. Ele é famoso pelos vídeos que produz para as redes sociais.

Mesmo após ser eleito ele continua produzindo os vídeos sob a justificativa de fiscalizar o poder público.

O que diz o parlamentar

 

“Fui impedido de fiscalizar os abrigos após flagrar diversos abrigos desrespeitando normas de direitos humanos das crianças. Eu cheguei em diversos hospitais e UPAs sem médicos, com falta de insumo, estrutura ruim. Eu fui eleito para fiscalizar, para estar na rua”, disse.

Após a exibição da reportagem, o vereador fez uma postagem em uma de suas redes sociais. Ele diz que foi autorizado por uma das unidades de saúde onde esteve e que estava com a roupa do hospital. Segundo ele, várias unidades tinham suspeitas de médicos fantasmas. Sobre os abrigos, ele disse que encontrou falta de alimentos e “flagrou um ovo vencido.”

Gabriel Luiz Monteiro de Oliveira (Rio de Janeiro, 4 de junho de 1994) é um policial militar, youtuber, político e ativista brasileiro, ex-membro do Movimento Brasil Livre. Em 2020, Monteiro foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro, com mais de 60 mil votos.

Carreira na Polícia Militar

Ele fez o curso de formação de soldados no final de 2015, para entrar na Polícia Militar do Rio de Janeiro. Como membro da instituição, Monteiro chamou atenção da mídia pelas acusações de corrupção que fez à corporação. Em março de 2020, ele se envolveu em uma polêmica após tratar o ex-comandante geral da Polícia Militar, Ibis Silva Pereira de forma desrespeitosa, em pelo menos duas ocasiões”, tendo filmando-o “sem autorização”. Segundo o processo do qual foi alvo, Gabriel teria se passado por estudante para conversar com o ex-comandante na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), local onde o policial reformado trabalha. Ao atender o soldado, Ibis percebeu que Gabriel pretendia gravar um vídeo para o seu canal, onde ele questionou algumas ações do coronel.

Consequentemente, ele teve o porte de armas suspenso e a identidade funcional da corporação. Em seu perfil no Instagram, Monteiro lamentou a punição e afirmou que o principal motivo para a possível expulsão seria o vídeo em que denuncia o envolvimento do coronel Íbis com traficantes do Comando Vermelho, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio.

 

O ex-comandante classificou a atitude do soldado como uma transgressão “para fins de projeção pessoal” e o criticou por fazer uma acusação grave sem ter provas.

No dia 4 de agosto de 2020, Monteiro foi expulso da Polícia Militar sobre acusações de deserção, como é previsto no artigo 187 do código penal militar, após não ter comparecido ao trabalho por mais de oito dias. Gabriel era lotado no 34º BPM (Bangu) e faltou o serviço para o qual foi escalado em 22 de julho e ficou até o dia 31 sem dar qualquer satisfação. No entanto, ele foi reintegrado sobre alegação que estava afastado por atestado assinado pela própria PM, mas o batalhão diz que ele nunca apresentou o documento. No dia 14 de agosto de 2020, Monteiro anunciou nas redes sociais seu desligamento da Polícia Militar para poder seguir com a carreira política.

No YouTube

Monteiro começou a postar vídeos no YouTube em 2018, abordando temas variados, em grande parte de política, anti-corrupção e anti-criminalidade. Em 2019, ele foi acusado de agressão após ter publicado um vídeo nas redes sociais que mostra ele desferindo um soco em um estudante após uma discussão, logo depois do velório da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, no entorno do cemitério de Inhaúma, na zona norte do Rio de Janeiro.

O PM fazia uma transmissão ao vivo em uma rede social em que falava sobre o trabalho diário da polícia militar nas comunidades, quando um rapaz o questionou sobre as mortes de inocentes durante as operações policiais contra o tráfico de drogas. No vídeo — gravado por um amigo do policial — o jovem, em tom exaltado, pergunta: “Quer falar de melhorias dentro de favela? Apreende 400 fuzis e mata mil pessoas? Mata uma criança de 8 anos?” O policial pede para o manifestante se acalmar várias vezes, mas ele continua gritando.

No entanto, ele dá um soco no rapaz e, em seguida, sai de carro do local. Em uma página nas redes sociais, Gabriel Monteiro afirmou que não foi ao enterro ou velório da Ágatha. Ele disse ainda que, mesmo sendo agredido verbalmente, tentou acabar com a discussão e que não se aproximou mais do rapaz. “Se eu quisesse espancá-lo, no momento em que ele foi ao solo, teria chutado, contudo nem cheguei perto”, escreveu ele. Ao publicar o vídeo completo da discussão em seu canal no YouTube, ele colocou como título: “Reagi, tive que usar legítima defesa”. Ele afirmou ainda em outra publicação que teve o carro apedrejado.

No dia 17 de janeiro de 2020, ele chamou antenção da mídia mais uma vez quando postou um vídeo no YouTube em um formato muito conhecido atualmente, “Change my Mind” (“Mude a Minha Mente”), intitulado “Feminismo não é bom para as mulheres. Convença-me do contrário!”, onde coloca uma mesa na calçada de uma rua movimentada e convida as pessoas a falarem sobre determinado assunto com ele, apresentando um contraponto à opinião dele, que no caso, se coloca contra o feminismo. Em determinado ponto do vídeo, ele convence uma jovem feminista que chora, argumentando que o aborto é algo negativo à sociedade.

Carreira na política

Nas eleições de 2020, Gabriel Monteiro filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD) e se candidatou ao cargo de vereador para a cidade do Rio de Janeiro, sendo o terceiro mais votado, com um total de 60 326 votos, à frente do experiente Cesar Maia (DEM), pai do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

 Porém, antes de ser eleito, a sua campanha para vereador foi marcada por uma denúncia de uso de policiais militares trabalhando como seus seguranças. Ele foi flagrado em Campo Grande, na zona oeste do Rio, cercado por seguranças armados que usavam distintivos. Segundo o político, os agentes, que estavam sem farda, não trabalhavam naquele momento para a Polícia Militar. Na época, Monteiro disse que possuía um documento da PM que comprovava o direito de ter escolta policial. Apesar disso, a corporação informou que esse documento garantia a ele apenas uma escolta restrita ao domicílio eleitoral dele, em Copacabana, por uma viatura oficial e por agentes fardados.

No dia 5 de janeiro de 2021, em uma publicação nas redes sociais, Monteiro afirmou ter sido alvo de um ataque durante uma atividade parlamentar realizada na região da Gamboa, no centro do Rio de Janeiro.

 Além de Monteiro, o seu chefe de gabinete, um fotógrafo e seguranças estavam no carro em que foram atacados e, o veículo, teria sido atingido supostamente por um projétil de arma de fogo. Ele declarou no twitter: “Acabo de ser atacado durante atividade parlamentar, por Deus, o carro é blindado. Marginais não me intimidarão e os moradores de todas as regiões do Rio de Janeiro, desde que comecei no dia 1º, na posse, com um trabalho fiscalizador, clamam por mudanças. Neguei o recesso e estou trabalhando. Orem por mim”.

Acusações de abuso de autoridade

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) ingressou com uma representação no Ministério Público do Rio contra Monteiro por suspeita de abuso de autoridade. O vereador tem exposto em suas redes sociais e no YouTube vídeos em que aparece ameaçando médicos e dando “voz de prisão” a profissionais. Em um vídeo postado no dia 31 de março de 2021, ele acionou a polícia para “denunciar” uma médica que supostamente teria negado atendimento a pacientes. Na ação que corre no TJ do Rio, o Cremerj pede indenização solidária de quinhentos mil reais por dano moral coletivo contra a categoria. Já na denúncia ao Ministério Público, Monteiro pode ser investigado por abuso de autoridade — ao decretar a prisão de alguém sem base legal — e infração de medida sanitária preventiva.

O conselho declarou: “Em relação ao vereador, o Conselho esclarece que a atitude tomada se deve a abordagem inadequada do próprio, caracterizando abuso de autoridade. O Conselho repudia qualquer tipo de desvio de trabalho do médico, caso ocorra, e reitera que qualquer denúncia será apurada com zelo, seguindo os ritos necessários”.

 Em suas redes sociais, o parlamentar se posicionou contra a acusação: “Posso ser preso, perder meu mandato, e ficar inelegível, por fiscalizar a máfia da saúde.” Em outra publicação ele disse: “Eu super respeito quem não é adepto ao meu trabalho, minhas crenças, meus sonhos. Mas ser a favor da minha prisão por eu flagrar médicos cometendo crimes contra os mais pobres, não é certo! Enquanto eu tiver livre irei lutar contra a máfia da saúde, não sei até quando!”.

Suspeita de fiscalizações sem autorização

O vereador também está sendo investigado pelo Ministério Público do Rio por realizar fiscalizações em unidades de saúde sem autorização da Prefeitura ou do Governo do estado e divulgou em redes sociais. O inquérito vai analisar se o político e sua equipe desrespeitaram os menores e os funcionários ao perturbar o descanso noturno das unidades de acolhimento, e se os expuseram ao risco de contágio pelo novo coronavírus. Uma das ações mais famosas foi em março de 2021, quando ele adentrou em um abrigo de menores acompanhado de muitos assessores e seguranças causando uma aglomeração no local.

 Por outro lado, o vereador alega que recebeu denúncias sobre as condições de funcionamento das unidades fiscalizadas, e afirma que a Lei Orgânica do Município, artigo 47, autoriza sua entrada nas unidades. Ele também disse que foi autorizado por uma das unidades de saúde onde esteve e que estava com a roupa do hospital. Segundo ele, várias unidades tinham suspeitas de médicos fantasmas. Sobre os abrigos, ele disse que encontrou falta de alimentos e “flagrou um ovo vencido.”

Vida pessoal

Gabriel Monteiro é um cristão evangélico e seu pai, Roberto Monteiro, é um pastor da Igreja Assembléia de Deus. Foi ele, aponta Gabriel, quem o incentivou a “ser cristão e gostar de política”.


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