Há fortes indícios de que Queiroz negocia delação, grande temor de Flávio Bolsonaro

Muito além de Fabrício Queiroz, o senador Flávio Bolsonaro monitora outros integrantes desta rede chamada de “rachadinha”, um eufemismo para desvio de recursos públicos; no caso, dinheiro da Assembleia do Rio de Janeiro. O ex-assessor Fabrício nunca foi abandonado ou destratado. Um “anjo” mantinha a família de Queiroz desalojada dos cargos depois das primeiras investigações. Tudo começou na investigação do esquema “Furna da Onça”.  Dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) mostravam movimentações atípicas de funcionários de gabinetes de vários deputados. Pela ordem de valores, o ex-deputado Flávio Bolsonaro era o décimo sétimo na movimentação financeira suspeita, mas é o mais investigado. O sobrenome pesa e muito.

O cuidado com que o senador Flávio Bolsonaro dispensou os trabalhos do advogado Frederick Wassef mostra a preocupação com possíveis contratempos na batalha. Agora, a briga é a chamada defesa jurídica. Sinais claros de derrota certa no conteúdo, ou seja, no processo. A defesa quer inviabilizar o processo e a tese é de que, como ex-deputado, o senador tinha fórum privilegiado. Se os tribunais aceitarem todas as provas recolhidas e que embasam as investigações serão simplesmente inviabilizadas e consequentemente as prisões no caso suspensas. Queiroz e a mulher dele, a foragida Márcia Oliveira de Aguiar, fora da cadeia, risco muito menor de revelações e o pior, uma delação premiada. Este é o grande temor.

Contatos da mulher de Fabrício com advogados especialistas em delação acenderam o sinal vermelho. Ela tem os caminhos do dinheiro e os nomes dos laranjas. Sabe também para onde corria a arrecadação que não era só da tal “rachadinha”.  O primeiro passo para uma delação é exatamente a troca de advogado. Um especialista negocia melhor os termos do acordo. A lista de preocupação da defesa do senador Flávio Bolsonaro vai agora do ex-advogado Wassef, passando pela mulher de Queiroz, Márcia, o ex-assessor que comandava tudo e ex-funcionários que participavam do roubo com ares de quem faziam uma troca com justificativa moral e legal. Integrantes do Ministério Público correram em negar o acerto, que, nesta fase, tem que ser totalmente sigiloso. Há indícios fortes de que as negociações começaram.  Márcia com prisão decretada, foragida e a filha Nathália são as mais desesperadas por um acordo. A possibilidade real de condenação é que leva a este caminho natural.

Os aliados do presidente Jair Bolsonaro já providenciaram uma espécie de vacina. Os casos investigados não devem ser comentados pelo presidente. “Seria levar o assunto para o Palácio”, na avaliação de líder do presidente e conselheiro político.  A realidade é que este assunto é da Assembleia do Rio de Janeiro e nenhuma relação com o governo ou com o presidente. O que fica evidente é a obrigação da polícia do Rio de Janeiro em explicar o porquê das outras investigações não prosperarem. O prejuízo político para o senador Flávio Bolsonaro já está contabilizado e a tentativa agora é de gestão jurídica da extensão dos danos. Uma delação do ex-assessor Fabrício Queiroz ou da mulher dele, Márcia Oliveira, ou o comportamento estabanado do ex-advogado do senador, Frederick Wassef seria um caminho mais curto para a condenação do senador. A essa altura do problema seria até lucro se o processo ficar apenas na rachadinha e não envolver novos membros da família Bolsonaro.

 

 

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