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Israel chama África do Sul de ‘braço jurídico’ do Hamas por sua acusação em Haia

Israel acusou a África do Sul, nesta quinta-feira (11), de agir como o “braço jurídico” do movimento islamista palestino Hamas, depois que a nação africana acusou o estado judeu de “genocídio” contra os palestinos da Faixa de Gaza perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Lior Haiat, descreveu as acusações da África do Sul como “um dos maiores espetáculos de hipocrisia da história, baseada em uma série de declarações falsas e infundadas.”

Lior Haiat e Isaac Herzog — Foto: Reprodução/Instagram

A África do Sul “distorceu completamente a realidade em Gaza após o massacre de 7 de Outubro e ignorou completamente o fato de que os terroristas do Hamas se infiltraram em Israel matando, massacrando, violando e raptando cidadãos israelitas só porque eram israelitas, numa tentativa de levar a cabo o genocídio”, disse. Haiat.

No comunicado de imprensa publicado em sua conta do X (antigo Twitter), Haiat assegurou que “a África do Sul procura permitir que o Hamas repita os crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes sexuais que cometeu repetidamente em 7 de Outubro, como declararam os seus líderes”.

Haiat considerou que os advogados sul-africanos são “os representantes do Hamas perante o Tribunal” de Haia, que ignorou “o fato de o Hamas usar a população civil de Gaza como escudos humanos e operar a partir de hospitais, escolas, abrigos da ONU, mesquitas e igrejas com a intenção de pôr em perigo a vida dos residentes da Faixa de Gaza.”

“O Estado de Israel continuará a proteger os seus cidadãos de acordo com o direito internacional, ao mesmo tempo que distingue entre os terroristas do Hamas e a população civil, e fará tudo o que estiver ao seu alcance para libertar todos os reféns e eliminar a organização terrorista Hamas, uma organização terrorista racista e anti-semita, que apela na sua Convenção à destruição do Estado de Israel e ao assassinato dos judeus”, disse o responsável israelita.

Anteriormente, o Presidente israelita, Isaac Herzog, tinha chamado as alegações da África do Sul de “atrozes” e “absurdas”. “Estaremos no Tribunal Internacional de Justiça e apresentaremos com orgulho o nosso caso de legítima defesa (…) de acordo com o direito humanitário internacional”, acrescentou.

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