Lula chega ao Maranhão em meio a racha de Weverton e Brandão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve desembarcar em São Luis no fim da tarde desta quarta-feira, 18, para dois dias de reuniões com lideranças políticas locais a respeito das alianças do PT no estado visando às eleições de 2022.

Na agenda do petista, reuniões com o ex-presidente José Sarney e a ex-gvernadora Roseana Sarney, ambos do MDB; com o governador Flávio Dino (PSB) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB); além do senador Weverton Rocha (PDT).

No Maranhão, Lula chega em meio a um embate entre seus aliados locais. O vice-governador Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha, ambos pré-candidatos ao Governo do Estado ligados ao governador Flávio Dino, pretendem ter ao apoio não apenas do Palácio dos Leões, mas também do Partido dos Trabalhadores. E têm travado uma intensa disputa de bastidores para isso.

Enquanto o pedetista busca se viabilizar “por cima”, com lideranças nacionais da sigla, o tucano vai costurando uma rede de apoio local, a partir do comando estadual da legena.

Ataques

Na passagem pelas capitais nordestinas, o ex-presidente Lula também tem aproveitado para desferir ataques ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seu principal adversário na disputa pela Presidência no ano que vem.

Em Teresina, na segunda-feira, o petista declarou, em entrevista ao portal O Dia, que o principal objetivo da visita é debater o caminho para que a região retome o ciclo de crescimento e desenvolvimento social iniciados nos governos nacionais do PT e interrompidos após o golpe que tirou Dilma Rousseff da Presidência.

“Infelizmente, o golpe de 2016 interrompeu um ciclo virtuoso. Investimentos foram suspensos, obras importantes acabaram paralisadas, e o Piauí e o Nordeste voltaram a ser tratados pelo atual desgoverno como se fizessem parte de uma espécie de segunda divisão do Brasil, quando seu lugar é na elite econômica deste país. O Nordeste quer voltar a ocupar o merecido lugar de destaque no cenário nacional, e podem ter certeza que voltará. É por isso que os brasileiros hoje querem Bolsonaro bem longe da cadeira de presidente”, disse

O fator Camarão

Em meio ao embate entre Carlos Brandão e Weverton Rocha pelo apoio do PT, o partido começa a ver crescer o nome do secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão. Recém-filiado à legenda, ele pode ser uma espécie de “carta na manga” do governador Flávio Dino para uma composição com um dos seus aliados. Pretenso candidato a deputado federal, Camarão já declarou que, se for do interesse dos petistas, vai para a disputa majoritária. Ao apoiar a tese, Dino também joga em outra frente: pode ajudar a garantir ao seu partido, o PSB, uma vaga na chapa de Lula.

Por Gilberto Léda

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