Manchas de óleo voltam a atingirem praias do Delta do Parnaíba

Novas manchas de óleo foram avistadas hoje (16) na região do Delta do Rio Parnaíba, região na divisa entre os estados do Maranhão e Piauí. Equipes da Marinha do Brasil e Corpo de Bombeiros, Secretaria de Meio Ambiente dos estados do Piauí e Maranhão iniciaram limpeza dos pontos afetados para evitar que os mangues sejam afetados.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o litoral do Piauí tem quatro pontos onde foram encontrados vestígios esparsos de óleo. O número consta no balanço mais recente divulgado pelo órgão, atualizado ontem (15), às 12h.

Das 73 praias e ilhas do Delta do Parnaíba, quatro foram confirmadas presenças de óleo: Ilha das Canárias, Ilhas dos Poldros, Praia de Caiçaras e Praia do Pontal. O delta é único em mar aberto das Américas e a preocupação das autoridades é que o óleo chegue também aos rios da região.

A Marinha do Brasil divulgou uma nota relatando o fato. Nota na íntegra:

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), informa que, hoje (16), na região do Delta de Parnaíba-PI estão sendo empregados meios navais, aeronavais e terrestres, além de militares da MB, EB, agentes de órgãos estaduais e municipais em ações de limpeza e coleta de vestígios de óleo nas praias da região. A partir de amanhã (17), o Navio-Patrulha (NPa) “Guanabara” reforçará as ações de busca e recolhimento de resíduos oleosos no mar.

Desde o reaparecimento do óleo no litoral do Piauí, observado na última quinta-feira (14), foram recolhidas cerca de uma tonelada de resíduos de óleo. Equipes do Ibama e ICMBio realizam ações de acompanhamento e avaliação dos danos causados na região.

As manchas de óleo têm poluído o litoral do Nordeste brasileiro desde o início de setembro. Segundo a Polícia Federal (PF), uma embarcação grega é suspeita de ter causado o derramamento de óleo, que já atingiu mais de 250 praias nordestinas brasileiras. A embarcação grega teria atracado em 15 de julho na Venezuela, onde ficou por três dias antes de seguir para Singapura, via África do Sul.

 

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