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Maranhão registrou 111 casos de calazar este ano, segundo a SES

A Leishmaniose, conhecida popularmente como calazar, é uma doença que pode atingir tanto os seres humanos, quanto nossos amados pets, transmitida por meio da picada do mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis). Comum, principalmente, em áreas com maior umidade, de acordo com o Ministério da Saúde, de 2015 a 2019, o Maranhão liderava o ranking de casos no Nordeste correspondendo a 33% dos casos. Em todo o ano de 2020, foram confirmados 344 casos. Este ano, até julho, de acordo com a Secretária de Estado da Saúde (SES), já foram confirmados 111 casos no Maranhão, dos quais 12 foram registrados na Regional de São Luís, que compreende os quatro municípios da Grande Ilha e a cidade de Alcântara.

“Uma das principais medidas que se precisa adotar para combater essa doença é a adoção de políticas públicas. É fundamental garantir o saneamento básico, que evite lixos acumulados e poluição de águas, pois essas poluições ocasionam alta contaminação de mosquito, que são os transmissores da doença”, explica o veterinário Renan Nascimento.

O Maranhão é considerado um estado endêmico. Segundo a SES, em mais de 80% dos municípios há transmissão da leishmaniose. De acordo com a coordenadora do programa de combate à leishmaniose, Monique Maia, a maioria da população não faz o tratamento adequado no início. Ela acrescenta que se a doença não for tratada, pode evoluir para a morte em mais de 90% dos casos.

O veterinário Renan Nascimento ainda ressalta que o número de casos tende a continuar crescendo caso não haja medidas mais efetivas de combate. “A evolução do calazar é imensa. O que está faltando são políticas públicas. Não é o cão que transmite. Fazer eutanásia animal é muito fácil. Os animais estão aparente, mas os animais são vítimas”, explicou.

Ações
Como medida para prevenir contra a doença, o Governo de Estado do Maranhão, lançou entre os dias 9 a 13 a Semana de Combate a Leishmaniose, com o intuito de identificar os sintomas da doença e combater seu avanço. A campanha está relacionada com a Semana Nacional de Combate à Leishmaniose, instituída por Lei Federal 2.604 do ano de 2012.

Até a sexta-feira (13) será apresentado um panorama, prevenção e tratamento da Leishmaniose, além de capacitação de profissionais das cidades de São Luís, Caxias e Timon para diagnosticar e tratar precocemente os casos. Com parte da programação, o webinário tem como tema “Maranhão Contra o Calazar” e será destinada para profissionais de saúde, pesquisadores, estudantes.

SAIBA MAIS

A doença

A leishmaniose visceral, também chamada de calazar, é uma doença causada pelos protozoários Leishmania chagasi e Leishmania donovani, e ocorre quando um pequeno inseto da espécie Lutzomyia longipalpis, popularmente conhecido como mosquito-palha ou birigui, pica uma pessoa ou animal, transmitindo a doença que ataca o sistema imunológico de cachorros e humanos. Se não tratada, pode ser fatal em até 95% dos casos, depois de atingir baço, fígado e nódulos linfáticos.

O conjunto de sintomas do calazar permitem que se suspeite da infecção. O problema é que a doença pode ficar incubada por muito tempo, sem causar manifestações clínicas no hospedeiro, o que pode deixar o pet doente sem que o dono perceba.

Estão entre os sintomas:

  • Regiões do corpo sem pelo;
  • Feridas na pele, principalmente na face;
  • Crescimento anormal das unhas;
  • Anorexia;
  • Emagrecimento;
  • Abdômen aumentado,
  • Paralisia dos membros.

Não é preciso sacrificar

Por muito tempo acreditou-se que um cachorro contaminado deveria ser logo sacrificado, contudo, é possível fazer o tratamento dos cães contaminados, com remédios modernos e eficazes. Vale lembrar, no entanto, que o calazar ainda é uma doença extremamente perigosa, e o tratamento deverá ser acompanhado de perto por um médico-veterinário de confiança ao longo de toda a vida do cachorro.

 

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