Ministério da Saúde: não é momento de pensar em lockdown, mas em distanciamento social

Medidas de proteção contra possíveis infecções por cornoavírus sendo mostradas na clínica universitária de Essen

Em entrevista coletiva no fim da tarde deste sábado (11) para detalhar a situação do novo coronavírus no Brasil, Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, disse que ainda não é o momento de aplicar o “lockdown” (bloqueio total de circulação) no País, mas de intensificar o distanciamento social.

“Creio que o momento não é de pensar em lockdown, mas em distanciamento social, em lavar as mãos com frequência, em cobrir o rosto ao tossir e espirrar, e em usar máscaras. Medidas de higiene, etiqueta social e distanciamento são as únicas e mais eficientes armas que temos”, disse.

Segundo o secretário, caso a curva de transmissão continue crescendo em ritmo exponencial, gestores locais poderão, no entanto, pensar em adotar futuramente o lockdown. Neste tipo de quarentena, forças policiais podem ser usadas para impedir a entrada e a saída de pessoas em bairros e/ou cidades.

“Neste caso, cada gestor local vai adotar a medida para que ela seja durante o tempo mais curto possível, já que é muito amarga e traz impactos econômicos expressivos. Esperamos não ter que adotar em nenhum local do Brasil. Para isso, reforçamos que é fundamental que o distanciamento não seja relaxado, principalmente em Manaus, Fortaleza e São Paulo.”

Questionado sobre a recusa do presidente Jair Bolsonaro em respeitar o isolamento social, João Gabbardo, secretário-executivo do ministério, disse que a equipe da pasta não se manifesta sobre as atitudes do chefe do Executivo.

Mais cedo, o ministério divulgou que o número de mortos pela Covid-19 no Brasil subiu para 1124. Já os casos confirmados aumentaram para 20.727.

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