Moradores de baixa renda da capital enfrentam mais tempo para acessar serviços

Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) mostrou as distâncias entre os moradores e as oportunidades de emprego que influenciam na desigualdade social de São Luís. A população de baixa renda enfrenta ainda mais tempo para o acesso a serviços públicos básicos.

O estudo avaliou como o transporte público influencia diretamente na desigualdade social e o desafio enfrentado no dia-a-dia de quem mora distante do Centro. Também, para ter acesso a educação, saúde e até oportunidades de emprego.

Os 10% mais ricos tem mais acesso a oportunidades de trabalho que os 40% mais pobres. Se a opção do deslocamento, por exemplo, for a bicicleta até escola, a população mais rica gasta cerca de 5 minutos já de baixa renda passa de 10.

Para mudar essa realidade, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Um dos passos seria reconhecer que existe uma má distribuição de políticas públicas que aumentem ainda mais os muros que existem entre o centro e a periferia.

Em São Luís, o número de hospitais de alta complexidade acessíveis a pé pela população branca é maior do que os acessíveis pela população negra. Equipamentos de saúde de alta complexidade tendem a ser mais concentrados em regiões centrais da cidade, o que faz com que a população negra, geralmente moradora da periferia, tenha níveis de acessibilidade mais baixos que a população branca.

MA1

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