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Política

Neto de Figueiredo está envolvido na tentativa de golpe, diz PF

O empresário e blogueiro Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do general João Batista Figueiredo, último presidente da ditadura, está entre os alvos da operação Hora da Verdade, deflagrada nesta quinta-feira (8) pela Polícia Federal (PF). Ele teria propagado “desinformação golpista e antidemocrática”. As redes sociais dele também foram desativadas por determinação da Justiça.

Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho integrava, junto a Braga Netto e Mauro Cid, o núcleo responsável por incitar militares a aderirem ao golpe de Estado, de acordo com relatório do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apontam que a organização se dividiu em seis núcleos de atuação na tentativa de golpe.

 

“Segundo a autoridade policial, Walter Souza Braga Netto, Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, Ailton Gonçalves Moraes Barros, Bernardo Romão Correa Neto e Mauro Cesar Barbosa Cid teriam se concentrado na escolha de alvos para a amplificação de ataques pessoais direcionados a militares em posição de comando, que resistiam às investidas golpistas, em coordenação de condutas que identificam o núcleo responsável por incitar militares a aderirem ao golpe de Estado. Para tanto, os elementos coligidos apontam que os ataques eram realizados a partir da difusão em múltiplos canais e por meio de influenciadores em posição de destaque perante a audiência militar”, revela relatório do ministro do STF Alexandre de Moraes.

 

Figueiredo Neto, de acordo com a PF e o STF, “economista e então integrante de programas de rádio e TV pela emissora Jovem Pan”, atuou na “propagação de desinformação golpista e antidemocrática”.

Ele teria exposto militares que não aderiam à ideia de golpe na programação midiática. “Os ataques eram realizados a partir da difusão em múltiplos canais e através de influenciadores em posição de autoridade perante a ‘audiência’ militar”, diz relatório.

A PF solicitou a prisão preventiva de Figueiredo Filho, mas determinação do ministro Alexandre de Moraes o proibiu apenas de manter contato com os demais 32 investigados no esquema de preparação do golpe de Estado.

 

Em anos anteriores, o empresário já tinha sido investigado pela polícia. Em agosto 2019, ele foi preso pela polícia dos Estados Unidos, suspeito de integrar um suposto esquema de pagamento de propinas a dirigentes do BRB, banco controlado pelo governo do Distrito Federal, em troca de recursos para a construção do então Trump Hotel, no Rio de Janeiro. Ele chegou a ser considerado foragido pela Interpol e ficou detido por alguns dias.

Em 2021, o neto do ex-presidente general Figueiredo foi afastado da programação da rádio Jovem Pan. E, em janeiro do ano passado, acabou demitido, quando já era investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposta disseminação de desinformação na emissora.

Com informações da Agência Brasil

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