Nuvem de poeira ‘Godzilla’ sai do Saara e avança em direção às Américas

Uma nuvem de areia do deserto do Saara encobriu parte do Caribe, transformando o céu azul em uma névoa marrom-leitosa e provocando avisos de saúde em toda a região à medida que a qualidade do ar caiu para níveis insalubres.

A nuvem de poeira se deslocou para o leste do Caribe no fim de semana e na terça-feira (23) havia sufocado a Ilha de São Domingos, Jamaica, Porto Rico e o leste de Cuba, continuando seu avanço em direção ao oeste da América Central e sul dos Estados Unidos.

Autoridades de toda a região alertaram os moradores a permanecerem em casa sempre que possível e a usarem máscara facial, especialmente se eles já tivessem uma condição respiratória, pois o pó pode causar irritações e conter agentes patogênicos e minerais.

O que é?
Essa massa de ar seco e carregada de partículas de areia se forma sobre o deserto do Saara no final da primavera, no verão e no começo do outono no Hemisfério Norte, e geralmente se desloca em direção ao Oeste sobre o Oceano Atlântico a cada três ou cinco dias.

Quando ocorre, costuma ser de curta duração, não superior a uma semana. Porém a presença de ventos suaves em certas épocas do ano a tornam mais propensa a cruzar o Atlântico e percorrer mais de dez mil quilômetros.

De acordo com a NOAA, a cada ano, mais de cem milhões de toneladas de poeira saariana sopram da África — e algumas partículas já chegaram até o Rio Amazonas. A camada geralmente tem entre três e cinco quilômetros de espessura, e se encontra a uma altura de um a dois quilômetros na atmosfera.

Efeitos
O calor da camada ajuda a estabilizar a atmosfera quando o ar quente da nuvem passa por cima de ares mais frios e densos. A poeira mineral absorve luz solar, o que contribui para regular a temperatura do planeta. Também há a reposição nutrientes nos solos das zonas tropicais, que são afetados por chuvas. Alguns dos químicos podem ajudar a vida nos oceanos.

No entanto, ainda segundo a BCC, especialistas também alertaram para a presença de alguns elementos tóxicos que podem ser nocivos para algumas espécies, como os corais. De acordo com a NOAA, o calor, a secura e os fortes ventos associados a esta camada de ar saariana suprimem também a formação e intensificação de ciclones e furacões.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos projetou para 2020 uma temporada mais intensa do que o habitual, mas se nuvens como essas se formarem nos próximos meses elas podem contribuir para que os furacões sejam enfraquecidos.

Já em relação aos impactos nos humanos, a qualidade do ar é consideravelmente afetada e isso pode ter atingir a saúde humana. O ar seco e empoeirado tem aproximadamente 50% menos umidade do que a atmosfera tropical típica, o que pode afetar a pele e os pulmões.

O alto teor de partículas também pode ser nocivo para pessoas com problemas respiratórios, causando alergias e irritações nos olhos. No contexto atual, com a epidemia do coronavírus, as autoridades sanitárias de alguns países têm alertado sobre o risco extra da nuvem de poeira para pessoas com problemas respiratórios.

 

 

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