Ong’s resgatam mais de 50 gatos em São Luís

Imagem Ilustrativa

Cerca de 55 gatos abandonados foram resgatados, na manhã deste sábado (8), por um grupo de voluntários no bairro Cohab Anil III, em São Luís. Os voluntários fazem parte de organizações não-governamentais (Ongs) de proteção aos animais.

“A gente ficou estarrecido com os vídeos que a gente viu. Os animais em extrema magreza, se arrastando para tomar água. Situação visível de maus-tratos e abandono”, contou Fátima Oliveira, coordenadora da Ong Patinhas Sem Teto/SLZ.

Os gatos foram encontrados quando a Polícia Militar estava atrás de um assaltante escondido em uma casa no bairro. Além do criminoso, os policiais se depararam com dezenas de gatos feridos e abandonados.

“Nós vamos tentar encontrar a dona [da casa]. Se a gente não conseguir contactar, nós vamos nos dirigir para a delegacia e pedir que as autoridades competentes venham assumir o caso”, declarou o voluntário Guimarães Júnior.

Segundo os vizinhos da casa, os gatos eram de um senhor que sofria de problemas psiquiátricos. Quando ele ainda morava na casa já havia denúncias de maus-tratos, mas, desde quando ele foi embora, há mais de um ano, a situação só piorou.

A engenheira ambiental Tamires Cardoso diz que denunciou os maus-tratos duas vezes, uma delas à Delegacia do Meio Ambiente, mas nada foi feito.

“Nada aconteceu. Ninguém nunca veio saber o que tinha acontecido, como estava a saúde desses gatos, nada” disse Tamires.

Os gatos foram catalogados e agora vão passar por uma triagem. Nesse momento, a preocupação dos voluntários é encontrar um lugar para abrigá-los. Segundo os voluntários que defendem a causa animal, faltam políticas públicas de proteção.

“Nós temos uma quantidade de animais muito grande abandonado nas ruas de São Luís, então tem que haver um maior movimento da prefeitura e políticas públicas voltadas para o bem estar e proteção aos animais. Na prática, o ideal era que tivesse um abrigo público onde esses animais recolhidos fossem para lá, tratados, vermifugados, castrados e colocados para adoção”, explicou Leandro Alvim, presidente da Associação Maranhense em Defesa dos Animais (Amada).

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