Pai e filho são condenados a 15 anos de prisão por matarem criança em Açailândia

A Polícia Civil do Estado do Maranhão, por intermédio da 9ª Delegacia Regional de Açailândia, deu cumprimento, nesta terça-feira (3), a um mandado de prisão definitiva expedido pela 1ª Vara Criminal de Açailândia em desfavor de Adão Soares e Josemir Ferreira Soares.

Segundo a polícia, os dois presos foram condenados a 15 anos de reclusão, pela prática dos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

De acordo com o inquérito policial, a dupla assassinou Elson Machado da Silva, uma criança de apenas 9 anos de idade e com deficiência mental. O crime foi praticado no dia 14 de dezembro de 2009, por volta das 16h, na localidade do Assentamento Planalto Anil I, em Açailândia.

Consta nas investigações, que Elson Machado foi dominado por Adão Soares, o qual colocou a criança dentro de um tanque, para horas depois, com a ajuda de Josemir Ferreira, tirar a vida do menino.

Há relatos de que a criança, dias antes do crime, teria sido abusada sexualmente por Josemir, que é filho de Adão. Testemunhas afirmam que o menino contou a um primo e para outras pessoas que havia sido abusado.

Após matarem Elson Machado, Adão e Josemir ocultaram o corpo da vítima. Na época do crime, Adão e Josemir chegaram a ficar alguns meses presos, mas foram colocados em liberdade, pelo fato de a polícia não conseguir comprovar a autoria do crime. O corpo do menino nunca foi achado, e o caso foi marcado por problemas na investigação e chegou a ser divulgado no Fantástico da TV Globo, em janeiro de 2011, após ter sido arquivado por falta de provas.

Em fevereiro de 2011 o caso foi reaberto, e, em 2015, Adão e Josemir foram levados a júri popular, sendo condenados a 15 anos de prisão. Eles ganharam o direito de recorrer em liberdade. Somente nesta terça, quatro anos após a condenação, pai e filho foram presos, para poder cumprir a pena.

Adão Soares e Josemir Ferreira Soares foram presos e encaminhados para a UPR de Açailândia, estando ambos à disposição da Justiça.

Imirante

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