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Pessoas com deficiência física criticam falta de acessibilidade em São Luís

O ator Alê Brayan, 40 anos, enfrenta vários desafios para se deslocar pela cidade de São Luís. Usuário de cadeira de rodas há 15 anos, quando teve uma lesão medular por ferimento de arma branca, ele tem que sair de casa com horas de antecedência para não perder os compromissos.

Morador do bairro Santa Clara, Brayan faz fisioterapia duas vezes por semana na Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação Associação das Pioneiras Sociais, no Monte Castelo, região central da capital maranhense.

Ele conta que a falta de acessibilidade, os obstáculos e as barreiras nas calçadas são o que mais dificultam o deslocamento pela cidade. “As calçadas não têm acessibilidade em São Luís, e nós, cadeirantes, precisamos disputar espaço com os carros nas ruas. Quase fui atropelado por um ônibus. Um carro já passou por cima do pneu direito da minha cadeira”, lamentou.

Além das disputas com os carros, os cadeirantes também sofrem com a agressão verbal de motoristas exaltados e a falta de rampas em diversos pontos de São Luís.

“A dificuldade está na cidade como um todo. Não há qualquer acessibilidade de locomoção em São Luís, nas calçadas, principalmente, isso não existe”, afirmou a recepcionista Maria de Jesus, de 46 anos, integrante do Coletivo de Mulheres com Deficiência do Maranhão.

A advogada Macela Proença, que também é uma pessoa com deficiência (PCD), esclarece que, segundo a Lei Brasileira de Inclusão, a pessoa com deficiência tem direito à acessibilidade em locomoção e que, caso esse direito seja desrespeitado, a PCD pode buscar apoio jurídico na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública e Ministério Público.

“Caso haja interesse do PCD em ingressar com ação em juízo, ou seja, um processo jurídico, ele pode contratar um advogado. Lembrando, sempre, da importância dos meios de comunicação como forma de denúncia no processo”, afirmou a advogada.

Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh) informou que tem atuado no planejamento físico territorial da capital, em busca de melhorias na paisagem urbana, bem como para garantir o ordenamento dos espaços públicos.(DIFUSORA).

 

 

 

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