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PF investiga grupo por fraudes de verbas de combate à Covid em SL e apreende veículos

 A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), nas cidades de Codó (MA), Brasília (DF) e Boa Vista (RR), a operação Alinhavado, com a finalidade de desarticular grupo criminoso que promovia fraudes licitatórias e irregularidades contratuais no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (MA).

Segundo informações da PF, o esquema envolvia verbas federais que deveriam ser utilizadas no combate à pandemia Covid-19. Inicialmente, foi constatada pela investigação a “montagem” em, ao menos, quatro processos licitatórios instaurados, em 2020, pela Secretaria de Saúde de São Luís para a contratação de insumos destinados ao combate à Covid19.

A Polícia Federal constatou que o grupo criminoso utilizou diversos mecanismos de fraudes para maquiar as irregularidades dos certames licitatórios, que teriam sido deflagrados com o ajuste prévio das empresas vencedoras. Além da frustração do caráter competitivo dos procedimentos licitatórios, de acordo com análises da Controladoria Geral da União (CGU), foram verificados superfaturamentos contratuais e simulação de vendas, gerando prejuízo milionário aos cofres públicos.

Trinta policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e cinco mandados de constrição patrimonial expedidos pela 1ª Vara Federal de São Luís, que decorreram de uma representação elaborada pela Polícia Federal. Com o cumprimento da constrição patrimonial almeja-se a apreensão e o sequestro de bens (ativos financeiros, veículos e imóveis) num valor total de até R$ 3,2 milhões, quantia identificada como tendo sido recebida ilicitamente. Veículos foram apreendidos no município de Codó.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por fraude à licitação, simulação de compra e venda, peculato e associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 21 anos de prisão.

A denominação “Alinhavado”, do verbo “alinhavar”, significa “costurar provisoriamente”, fazendo referência aos processos licitatórios fraudados, que teriam sido “alinhavados” para, ao final, “costurar a contratação” de empresas previamente ajustadas.

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