PM que matou mulher e amante é indiciado por homicídio e feminicídio

A polícia concluiu o inquérito sobre o assassinato de Bruna Lícia e José Willian, registrado no bairro Vicente Fialho, no último dia 25 de janeiro.

O policial militar Carlos Eduardo Nunes Pereira foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e por feminicídio, segundo a delegada Viviane Fontenelle, do Departamento de Feminicídios.

Durante coletiva, na manhã de hoje (4), ela explicou que o caso não deve ser classificado como crime passional, mas sim violência doméstica. “Homem não admitiu ver que sua ex-companheira estava seguindo sua vida com outra pessoa e resolveu tirar a vida dos dois”, disse a delegada.

Ainda de acordo com ela, Bruna chegou a afirmar para amigas que Carlos Eduardo tentou reatar o relacionamento com ela, mas Bruna já não tinha mais a intenção de voltar com ele.

A delegada informou, também, que o acusado já tinha tirado todas as coisas dele do apartamento. “O casal não tinha mais a convivência debaixo do mesmo teto”, explicou.

Naquele dia, ainda segundo a delegada Fontenelle, o PM Carlos Eduardo, ainda com a chave do apartamento, foi ao local para convidar Bruna para o aniversário do pai dele. No local, ele se deparou com a cena que descreveu em depoimento. Ele disse à polícia que viu Bruna Lícia e José Willian despidos na cama.

Foi apurado pela polícia que o acusado agrediu Bruna fisicamente e efetuou os disparos contra ela e William.

O inquérito foi enviado à Justiça, e o acusado deverá ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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