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Polícia

Polícia de PE identifica homem que agrediu mulher em restaurante por pensar que era trans

A Polícia Civil de Pernambuco identificou o homem acusado de agredir uma mulher de 34 anos na saída de um banheiro em Recife por pensar que ela era transsexual. Uma ex-companheira reconheceu Antônio Fellipe Rodrigues Salmento de Sá como autor do crime e será ouvida pelos investigadores. O caso aconteceu na véspera de Natal no restaurante Guaiamum Gigante, na Zona Norte da capital.

A vítima afirma que estava saindo do banheiro feminino quando foi abordada pelo agressor, que perguntou se ela era um homem ou uma mulher. Após questionar o motivo da pergunta, a mulher diz ter levado um soco no rosto.

— Ele pensou que eu era uma mulher trans usando o banheiro feminino. E ele estava com muito ódio, com muita raiva. […] Após levar o murro, eu não caí, fiquei em pé, e então consegui correr. A minha reação foi correr e gritar que eu tinha sido agredida — afirmou a vítima ao g1.

— A certeza é que foi transfobia, apesar de eu ser uma mulher cis. Na cabeça dele, eu não era. Na cabeça dele, eu era a pessoa trans, aquela mulher trans que merece apanhar, que merece morrer, que merece ser agredida num espaço público onde está confraternizando — complementou.

Segundo a mulher agredida, o gerente do restaurante Guaiamum Gigante facilitou a saída do agressor do local, o “escoltando” para fora. O estabelecimento publicou uma nota nas redes sociais na qual confirma ter retirado o homem do local para “resguardar a integridade física e psicológica da pessoa agredida e demais clientes”.

A Polícia Civil aponta que o impacto do soco feriu o rosto da vítima e quebrou o óculos que ela usava.

Ameaças e agressões

 

Duas mulheres que afirmam ser ex-companheiras de Antônio denunciaram episódios de violência que sofreram durante o relacionamento após a divulgação das imagens. Uma delas afirmou que ele tentou atear fogo nela após o término.

A defesa de Antônio afirma que ele não possui histórico de agressões contra ex-companheiras. O texto publicado nas redes sociais dos advogados Madson Aquino e Marília Franco, entretanto, não explica o motivo do ato violento contra a mulher no restaurante.

Por meio de nota, a defesa nega as acusações de que Antônio fugiu da polícia e afirma que ele foi intimado na última terça-feira (26) para comparecer à delegacia no dia seguinte, mas não conseguiu ir. O texto não explica o motivo da ausência.

A comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) pediu à Polícia Civil e ao Ministério Público do estado (MPPE) que Antônio responda pelo crime de transfobia.

— O soco em si é uma lesão corporal leve no Código Penal e tem punição reduzida. Já a transfobia que está por trás da agressão é um crime imprescritível e inafiançável. Somando as duas acusações, o agressor perde o direito de trocar a prisão por pena alternativa — explica a advogada Juliana Serretti, que assessora a comissão.(o Globo)

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