Provocado, Eduardo Nicolau abre procedimento contra Zé Martinho por agressão a moradores de Cantanhede

O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Eduardo Nicolau, foi provocado pelo promotor Márcio Oliveira, da Promotoria de Justiça de Cantanhede, a agir contra agressão física a moradores feita pelo prefeito do município, Zé Martinho (PDT), no sábado (17).

A informação foi repassada ao ATUAL7 pela assessoria do Ministério Público, na manhã desta terça-feira (20), em resposta à solicitação de posicionamento do órgão sobre a agressão.

“O Ministério Público do Maranhão, por meio do titular da Promotoria de Justiça da Comarca de Cantanhede, Márcio Antônio Alves de Oliveira, informa que tomou conhecimento sobre o fato mencionado. Por se tratar de autoridade com prerrogativa de foro, o promotor de Justiça comunicou o fato ao Gabinete do Procurador Geral de Justiça para que sejam tomadas as providências cabíveis. O caso será avaliado pela Assessoria Especial da Procuradoria Geral de Justiça, que dará os devidos encaminhamentos”, diz a nota.

Também procurada pela reportagem, há pouco, a Procuradoria-Geral de Justiça confirmou, em nota assinada pela promotora de Justiça Theresa Maria Muniz Ribeiro de La Iglesia, chefe de Gabinete da PGJ, que deu encaminhamento do caso à Assessoria Especial de Investigação, “para adoção das medidas cabíveis”.

Vídeos divulgados nas redes sociais no último fim de semana mostram Kabão, como é conhecido o prefeito, acompanhado no ataque por seu motorista, Antonio Paiva, agredindo duas pessoas a pauladas, supostamente por conta de um conflito pela posse de um terreno na zona rural de Cantanhede.

Após forte repercussão negativa, Zé Martinho emitiu nota em que, ignorando as gravações que comprovam a agressão, alega que “não agrediu qualquer pessoa e não compactua com violência”.

Também em nota, a Câmara Municipal de Cantanhede, por meio de seu presidente, vereador Edmilson Marques dos Santos, o Peroba (PDT), repudiou o ato de violência do prefeito.

“Tudo isso aconteceu, porque tais moradores, defendiam o seu patrimônio, que é um terreno, cujo dono, tem toda a documentação da aquisição da terra”.

“Ainda que, os dois agredidos, estivessem errados, nunca, em hipótese alguma, a violência seria a solução, ainda mais partindo da maior autoridade do município, que tem a obrigação de prezar pela paz e pela defesa de seus munícipes”, completa o chefe do Parlamento municipal.

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