fbpx

Opinião Política

PT quer distância de Dilma Rousseff, mas ela não aceita o afastamento

PT quer distância da ex-presidente Dilma Rousseff. Quanto mais longe, melhor. Pessoas também são descartáveis. O nome de Dilma está cancelado. Até Luiz Inácio da Silva disse isso a ela, mas com um pouco de jeito. No entanto, com jeito ou sem jeito, o melhor é Dilma ficar longe. A ex-presidente não esconde seu desapontamento. Está magoada com todo mundo. De repente, de ex-presidente da República ela passou a ser nada. Simplesmente isso. E o quadro ficou claro quando ela se reuniu há alguns dias com o ex-presidente e ex-presidiário por corrupção Luiz Inácio da Silva. E Lula foi franco: “Olha, Dilma, não há nenhum papel efetivo que você possa realizar num novo governo petista. Tem muita gente nova no pedaço”. A afirmação foi feita sem rodeios. E Dilma sentiu-se um trapo. Mas deixou claro aos desafetos que tem no PT que vai participar da campanha, queiram ou não. Vai defender o governo e se infiltrará nos comícios, sendo convidada ou não. Na reunião de 4 horas que teve com Lula em São Paulo, da qual participaram a presidente do PT Gleisi Hoffmann e o ex-senador Aloysio Mercadante, Dilma deixou claro que não aceita esse afastamento. E até criticou duramente a escolha de Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula.

Luiz Inácio adianta que o partido conta com novos nomes. Gente importante e competente. Afirma que tem imenso carinho por Dilma, uma pessoa tecnicamente inatacável, com uma experiência extraordinária. Cometeu sim, alguns erros, mas na política isso é comum. Nessa área da política Dilma não tem traquejo. Não tem a paciência que a política exige. Tem que conversar, tem que ouvir. Dilma não consegue fazer isso. Luiz Inácio observa que numa conversa política ele ri até de piada que conhece. Não existe mais lugar para Dilma. As coisas todas mudaram. Lula afirma que o PT e ele mesmo cometeram um equívoco pela pressão que fizeram sobre Dilma em 2016. Mas não tem sido assim com outros nomes. Por exemplo: o ex-ministro Guido Mantega foi reabilitado para escrever os textos assinados por Lula. Mas isso ocorreu só com alguns nomes do partido. A maior parte do PT afirma que o melhor mesmo é afastar Dilma do debate político de agora. Os dirigentes mais notórios asseguram que o partido mudou. Dilma não serve mais.

Desde o impeachment, Dilma nunca mais participou dos grandes momentos políticos da legenda. Sempre foi esquecida. E isso vai continuar. Não foi convidada, por exemplo, para a cerimônia em que o nome do ex-governador Geraldo Alckmin foi escolhido para ser o vice na chapa de Lula. Nem tomaram conhecimento de sua existência. Os petistas dizem que falar de Dilma hoje em dia não é um bom negócio. O vice-presidente do PT, Washington Quaquá, resume a situação sem dó nem piedade, dizendo que a ex-presidente não tem mais relevância eleitoral. Por isso, o melhor é ficar distante da campanha. Mas nem todos aprovam essa declaração de Quaquá, considerada desrespeitosa para muitos, observando que palavras assim sobre Dilma são inaceitáveis. Se são inaceitáveis ou não, isso revela o final de uma história. A ex-presidente está triste com todo mundo. Até o PT afirma que ela afundou o país. Mesmo com o impeachment, tentou ser senadora por Minas Gerais e foi esmagada pelo voto, ficando em 4º lugar na disputa. Daí em diante, foi o esquecimento, Alguns petistas afirmam que Dilma poderá neste ano se candidatar à Câmara Federal pelo Rio Grande do Sul. É muito pouco para quem já foi presidente da República. Já Luiz Inácio não fala mais sobre o assunto. Todo mundo sabe que Lula costuma abandonar os companheiros que caem pelo caminho. Dilma não existe mais e ponto final.

Opinião de Álvaro Alves de Faria

Advertisements

Deixe uma resposta