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Governo

Rachadinha do Janones: oposição acionará PGR e Conselho de Ética

A oposição vai acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Conselho de Ética da Câmara contra o deputado André Janones. Em áudios, aos quais a coluna teve acesso, Janones foi flagrado cobrando parte dos salários de seus servidores para pagamento de despesas pessoais.

A “rachadinha”, como é chamada a conduta adotada por Janones com seus servidores, configura prática de enriquecimento ilícito e dano ao patrimônio público.

 

Nesta segunda-feira (27/11), após a divulgação dos áudios pela coluna, o deputado Nikolas Ferreira afirmou que já entrou em contato com a liderança do PL para debater o assunto.

 

“Acabei de conversar com o líder do PL, deputado Altineu [Côrtes], para que seja apresentada no Conselho de Ética uma representação contra o André Janones pela prática de rachadinha em seu gabinete, ou seja, corrupção”, disse o deputado.

“Em áudio publicado pelo Metrópoles, ele [Janones] assume claramente a prática de desvio dos salários de seus servidores. Além disso, a oposição também apresentará uma notícia-crime à PGR acerca dessa situação. Sua cassação é só uma questão de tempo”, avisou Nikolas.

Nos áudios divulgados pela coluna, Janones tenta convencer seus servidores de que a devolução de parte dos salários serviria para “reconstrução” de seu patrimônio, “dilapidado” na campanha eleitoral de 2016, quando tentou se eleger prefeito de Ituiutaba (MG). O deputado diz ainda que não considera que a prática, nesse caso, seria corrupção.

“Algumas pessoas aqui, que eu ainda vou conversar em particular depois, vão receber um pouco de salário a mais. E elas vão me ajudar a pagar as contas do que ficou da minha campanha de prefeito. Porque eu perdi R$ 675 mil na campanha. ‘Ah isso é devolver salário e você tá chamando de outro nome’. Não é. Porque eu devolver salário, você manda na minha conta e eu faço o que eu quiser”, diz Janones.

A conversa com os servidores aconteceu na sala de reuniões do Avante, partido do deputado, dentro da própria Câmara. “O meu patrimônio foi todo dilapidado. Eu perdi uma casa de R$ 380 mil, um carro, uma poupança de R$ 200 mil e uma previdência de R$ 70 (mil). Eu acho justo que essas pessoas também participem comigo da reconstrução disso. Então, não considero isso uma corrupção”, afirma Janones na gravação. (Metrópoles).

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