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Rede municipal prevê volta às aulas presenciais para agosto

Com o avanço da imunização em São Luís, em mais de 80% da população que pode ser vacinada, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), está planejando o retorno gradual das aulas presenciais dos alunos da rede municipal para o segundo semestre de 2021. Ainda sem data oficial, a previsão do retorno é para o mês de agosto, e deve começar pela Unidade Educação Básica (UEB) Senador Miguel Lins, na região do Ipase de Baixo.

Na última quinta-feira, 1º, o secretário municipal de educação, Marco Moura, se reuniu na Câmara Municipal com a Comissão de Educação, Cultura, Desporto e Lazer, para definir protocolos e medidas para que o retorno das aulas presenciais ocorra de forma segura.

“A previsão é de que os estudantes só retornem às escolas a partir do segundo semestre, provavelmente, em agosto e, de forma gradual”, afirmou Marco Moura, acrescentando que não tinha como especificar uma data, pois era necessário a autorização para vacinação das crianças e adolescentes.

Durante a reunião, também foi abordado a respeito das mudanças estruturais necessárias em algumas escolas, para receber os alunos de forma adequada durante o segundo semestre. De acordo com a Semed, no início do ano foi realizado um diagnóstico nos prédios que abrigam as escolas, para constatar os problemas físicos. A partir daí, foi possível verificar quais escolas precisavam das intervenções necessárias para receber os alunos no segundo semestre. Durante a reunião, o secretário apresentou um relatório das reformas já executadas em algumas unidades escolares e as que necessitam com maior urgência, além de ações de fortalecimento no ensino remoto.

Procurada por O Estado, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou, em nota, que está elaborando um protocolo sanitário com a participação da Vigilância Epidemiológica de São Luís (SVES). O documento possui a ciência e a colaboração das Promotorias de Educação (Ministério Público), do Conselho Municipal de Educação (CME), do Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de São Luís (SindEducação) e de representantes das famílias dos alunos. Em paralelo a isso, a Semed ressalta que São Luís é a capital brasileira com a vacinação mais avançada em todo o Brasil e foi a primeira capital do Nordeste a vacinar os profissionais da educação, dando a condição principal para o retorno das aulas presenciais.

Riscos
De acordo com o epidemiologista Antônio Augusto Moura, o retorno das aulas durante um momento de alta transmissão no estado, e sem a imunização de crianças e adolescentes, pode aumentar o número de casos nos mais jovens.

“Neste momento a transmissão da doença no Maranhão ainda é alta ou muito alta, segundo dados da Fiocruz. Como a maioria dos grupos escolares ainda não estão vacinados, o retorno às aulas agora provavelmente vai provocar um aumento da transmissão entre os jovens. É necessário aguardar a amplificação da vacinação e que a transmissão esteja baixa para se indicar o retorno às atividades presenciais”, destacou o epidemiologista.

Na última segunda-feira, 28, o prefeito Eduardo Braide (Podemos), anunciou em entrevista ao GloboNews, pedido de autorização ao Ministério da Saúde para dar início à vacinação em adolescentes de 12 a 17 anos de idade contra a Covid-19 na capital. De acordo com o gestor, isso é possível uma vez que o município já conseguiu aplicar pelo menos a primeira dose de vacina em cerca de 84% da população adulta.

Ele também citou o fato de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter autorizado a utilização da vacina Pfizer em adolescentes a partir de 12 anos no país. Esse público, contudo, ainda não entrou no cronograma do Plano Nacional de Imunização (PNI), porque a maior parte das cidades do país ainda não avançou no processo de vacinação.

Se o Ministério da Saúde conceder a autorização, São Luís pode se tornar a primeira capital do país a vacinar adolescentes desta faixa etária.

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