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Rodoviários e cúpula da SSP discutem medidas de segurança nesta terça (22)

Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema) vão se reunir mais uma vez nesta terça-feira (22), com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP) para discutirem ações de segurança para a categoria. Na noite de sábado (19), o motorista Francisco Carlos da Silva Teixeira, de 47 anos, que conduzia o coletivo Bequimão/Ipase, foi assassinado com o tiro na cabeça durante um assalto, no elevado da Cohama.

Segundo o Batalhão Tiradentes, no ano passado um total de 379 coletivos foram assaltados na Ilha. Uma média de 31 casos por mês, ou seja, a cada dia, pelo menos, um ônibus foi alvo de ação criminosa. De acordo com a polícia, por causa da pandemia, não há dados atualizados sobre esse tipo de crime em São Luís. A direção do Sindicato também informou que não dispõe da dados atualizados,

O presidente do Sttrema, Marcelo Brito, afirmou que no período da tarde desta terça-feira (22), a categoria vai marcar presença na sede da SSP, na Vila Palmeira, onde vão tratar ações de combate a assaltos de coletivos na Grande Ilha com o comandado da Segurança Pública, inclusive, tendo a participação do gestor da pasta, delegado Jefferson Portela. “Caso não houver um controle nas estatísticas de violência dentro dos ônibus, a categoria poderá parar novamente”, destacou o presidente da Sttrema.

Ele ainda declarou que durante esse encontro a categoria já vai aproveitar para cobrar resultado das ações acertadas no decorrer da reunião, ocorrida no último domingo, com a cúpula da SSP. “No primeiro encontro ficou acertado, que iriam ser intensificados os trabalhos relativos a operações policiais, que possuem o objetivo de evitar roubos a coletivos. A Busca Implacável era um desses cercos da polícia e os passageiros eram abordados pela polícia, pois, surtiu muito efeito”, explicou Marcelo Brito.

Ronaldo Costa disse que trabalha como cobrador há 20 anos e já presenciou vários assaltos a ônibus. “O Sistema de Segurança Pública precisa tomar medidas sérias, pois, já presenciei vários roubos e até mesmo resultando em morte”, desabafou o cobrador.

A vendedora autônoma, Ana Cláudia Dias, de 32 anos, declarou que anda de coletivo diariamente, mas com medo de ser assaltada. “Todos os dias, nós temos a notícia de um ônibus assaltado, pois, este quadro deve mudar. Ando de ônibus, mas, com receio de ser mais uma vítima de roubo”, disse Ana Cláudia.

O técnico em eletrônica, Adriano Gomes, de 45 anos, contou que os motoristas e cobradores são vítimas de assalto e ainda pagam pelo dinheiro levado pelos bandidos. “O trabalhador é assaltando e ainda deve pagar o roubo. Isto é revoltante”, reclamou Adriano Gomes.

Caso não ocorra um controle nas estatísticas de violência dentro dos ônibus, a categoria poderá parar novamente”.Marcelo Brito – presidente do STTREMA

 

De volta

A frota dos coletivos voltou a circular 100% durante a manhã de segunda-feira (21), nas vias da Grande Ilha. O presidente do Sttrema, Marcelo Brito, afirmou que o sindicato não iriar impedir a circulação dos ônibus, mas, existe a possibilidade de uma nova paralisação caso tendo ocorrência de roubo a ônibus com morte.

As paradas dos coletivos, principalmente, nos bairros amanheceram lotadas como também nos terminais da integração. “Fiquei sabendo que iria ter ônibus circulando na cidade, mas, já estava preparada para pagar uma van caso a paralisação continuasse”, disse a auxiliar de escritório, Adriana Mendes, de 37 anos.

Márcio Silva, de 45 anos, contou que estava indo ao trabalho de ônibus e tinha um dinheiro extra para pagar um serviço de motorista de aplicativo para retornar no caso de paralisação de coletivo. “No domingo, fui pego de surpresa com os ônibus parados e tive que paga um uber para chegar em casa”, disse.

Devido a morte do motorista Francisco Teixeira, na manhã de domingo, 21, os coletivos pararam na região do centro da cidade. Havia ônibus parados no Anel Viário e até mesmo ao longo da Avenida das Cajazeiras. No começo da noite que algumas linhas voltaram a circular, mas, em frota reduzida e sob a fiscalização da polícia.

Empreitada criminosa

O delegado Leonardo Carvalho, da Superintendência de Homicídio e Proteção a Pessoas (SHPP), informou que os bandidos estavam no fundo do coletivo e, nas proximidades do elevado da Cohama, anunciaram o assalto.

Após terem feito o arrastão no coletivo, os criminosos mandaram para o motorista parar o veículo e abrir as portas, mas, Francisco Teixeira acabou recusando. Em seguida, os bandidos atiraram na cabeça do motorista e, fugiram em direção a uma área de matagal, localizada no Vinhais.

Os militares começaram a realizar incursões nessa localidade e prendeu um dos suspeitos, no Recanto dos Vinhais. O detido estava sujo de sangue e levado para a sede da SHPP, na Beira-Mar, onde foi reconhecido. Logo após, os militares prenderam o outro envolvido. A vítima foi sepultada na tarde de domingo, 21, no cemitério do Maracanã. “Os suspeitos são moradores da área da Aurora e confessaram o crime”, contou o delegado.

Arrastão

O motorista de coletivo Sílvio, de 56 anos, disse que anteriormente o foco dos bandidos eram somente a renda dos ônibus, mas, no momento, fazem o verdadeiro arrastão. “Os assaltantes entram armados e roubam o dinheiro da renda como também os pertences dos passageiros, ou seja, fazem o arrastão”, declarou Sílvio.

Lúcia Andrade, de 42 anos, que é cobradora, contou que os assaltantes, além de levarem o dinheiro da renda e os pertences dos passageiros, agem de forma violenta. “Eles nunca estão sozinhos e atiraram como ainda agridem as vítimas. Eu já presenciei os assaltantes batendo em passageiros que não queriam entregar um celular”, disse a cobradora.

Números altos

Em 2019, de acordo com os dados do Relatório Quantitativo de Criminalidade, do Centro de Apoio Operacional Criminal, do Ministério Público do Maranhão, com base no setor de estatística do Batalhão Tiradentes, foram registrados 379 assaltos a coletivos na Ilha. No ano de 2018, houve 506 casos, enquanto, em 2017, 580; e, em 2016, 603. Somente no primeiro mês deste ano, o registro foi de 44 casos.

Comparando a série histórica 2010-2018, os números do ano de 2017 são superados apenas pelos 705 assaltos que ocorreram em 2015, ponto máximo da referida série histórica. Em comparação ao ano de 2012, quando se registrou os menores índices de assaltos, 260 registros, o ano de 2018 apresentou um acréscimo de 158,46%.

Saiba mais

Populares agrediram na manhã de segunda-feira, 21, um acusado de ter tentado assaltar um coletivo, que faz linha Uema-Ipase, no Roque Santeiro. O criminoso foi entregue para policiais militares.

Fique por Dentro

Roubo a coletivos na Grande Ilha

Ano 2016: 603 casos

Ano 2017: 580 casos

Ano 2018: 506 casos

Ano 2019: 379 casos

O Estado
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