Travesti é assassinada a golpes de faca na avenida dos Portugueses, no Itaqui-Bacanga, em São Luís

Uma travesti, conhecida como Lara Vinny, foi assassinada a golpes de faca no último sábado (18) na avenida dos Portugueses, nas proximidades da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), na área Itaqui-Bacanga, em São Luís.

Segundo testemunhas, foram ouvidos gritos e, em seguida, a vítima foi encontrada com ferimentos pelo corpo, ainda com vida.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para socorrer a travesti, mas ela não resistiu e veio a óbito.

De acordo com informações preliminares, antes de ser morta, a vítima foi vista discutindo com um homem que não foi localizado. A polícia deve apurar as imagens de câmeras de segurança da região.

Como denunciar

Os canais para denunciar crimes contra a população LGBTI são os plantões centrais da Polícia Militar, a Ouvidoria de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Juventude – (98) 9104-4558 – e o Disque 100. Além da Delegacia de Crimes de Intolerância.

Violência contra LGBTQI+

O Maranhão registrou 12 assassinatos contra pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais) em 2020, segundo dados da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop).

Segundo o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil teve, em 2020, um crescimento de 20,9% nas lesões corporais dolosas, de 20,5% nos estupros e de 24,7% nos homicídios dolosos de LGBTQI+. Os pesquisadores responsáveis pelo levantamento ponderam que “a baixa qualidade dos registros não permite afirmar com precisão se o aumento é de fato um aumento do número de casos ou um aumento na capacidade e nos esforços de identificação e notificação”.

A falta de dados disponíveis para mapear a violência contra LGBTQI+ foi um problema encontrado pelos pesquisadores em todas as regiões do Brasil. Para os homicídios dolosos, por exemplo, a pesquisa não conseguiu obter informações do Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo.

“Se os crimes de injúria racial e racismo possuem dificuldades no registro, os de homicídio, cuja vítima não tem mais a possibilidade de tecer ativamente uma narrativa sobre si e o que ocorreu, possuem registros ainda mais escassos”, diz o anuário.

*Com informações da Agência Brasil

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