Tutóia: Polícia inicia investigação sobre o caso de jovem que supostamente tenha sido enterrada viva

A Polícia Civil está investigando o caso de uma jovem identificada como Izale Vilar, de 18 anos, que foi dada como morta no hospital, mas poderia ainda estar viva durante o velório. Ela teria sido levada ao hospital na quinta (23) e o velório aconteceu nesta sexta (24) em Tutoia, no litoral nordeste do Maranhão.

De acordo com o delegado Cristiano Morita, a jovem estava grávida, recebeu anestesia e foi realizado o parto no Hospital Municipal Lucas Veras. No entanto, ela não teria voltado da anestesia e acabou falecendo. A criança nasceu e passa bem.

Após a notícia do falecimento da jovem, a família realizou um velório, porém os  familiares teriam estranhado uma temperatura corporal fora do comum. A polícia diz que alguns afirmaram que teriam visto cair uma lágrima.

“Chegou ao nosso conhecimento que durante o velório, algumas pessoas disseram que os olhos da jovem lacrimejavam, a temperatura não era fria, além de afirmarem que ela estava viva. Foram até o hospital novamente, foi mandado uma equipe médica, e comprovaram que a moça estaria viva ainda, mas quando foi levada ao hospital veio realmente a óbito. A gente segue investigando”, disse o delegado Morita.

Após o caso, a polícia conseguiu atrasar o sepultamento para que o corpo fosse levado ao Instituto Médico Legal (IML) e receba perícia. A polícia quer saber se realmente a Izale chegou viva ou não ao hospital.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA PREFEITA DE TUTÓIA

A Prefeitura Municipal de Tutóia, vem a público se pronunciar sobre o caso da jovem Isale Vilar, 18 anos.
A Paciente, gestante de termo, deu entrada no Hospital Municipal Lucas Veras às 08h53 min do dia 23 de janeiro, sendo admitida na sala de pré parto. As 09h20 min foi encaminhada para a sala de parto. Às 09h48, durante o período expulsivo do feto, houve uma formação de um edema no crânio fetal, denominado bossa serossanguinolenta, está condição indicou um parto cesáreo. Às 10h15, foi iniciada a cirurgia, momento em que a paciente apresentou parada cardiorrespiratória. A equipe médica que realizava o atendimento, fez todos os procedimentos e protocolos para salvar a vida de Isale, como, reanimação cardíaca, adrenalina, oxigênio e enfortiL, sem que obtivesse êxito, vindo a óbito. O recém nascido foi retirado com vida as 10h20 min.

Reafirmamos ainda que foi prestado de forma tempestiva todo atendimento necessário e possível à paciente. A literatura médica refere que a parada cardiorrespiratória por anafilaxia pós raquianestesia é um evento raro, mas de alta morbidade e letalidade quando ocorre.

A Prefeitura ressalta ainda que por meio de suas secretarias municipais está prestando toda assistência necessária a família e ao recém-nascido.

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