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Curiosidades

Ucraniana foi criada por cães de rua e aprendeu a latir e a andar nas “quatro patas”

Internautas estão fascinados com a história da ucraniana Oxana Malaya, de 40 anos, que foi criada por cães de rua e aprendeu a latir, rosnar e andar de “quatro patas”.

Em entrevista ao programa 60 Minutes, da Austrália, ela conta que, aos 3 anos, seus pais alcoólatras a trancaram do lado de fora de casa, no frio. “Mamãe teve muitos filhos; não tínhamos camas suficientes. Então, rastejei até uma cadela e comecei a morar com ela”, diz Oxana, citada pelo jornal americano New York Post.

Em um esforço para sobreviver, a criança construiu um lar dentro do canil da cachorrinha Naida e de seus companheiros vira-latas, com quem viveu por cinco anos, na aldeia de Nova Blahovishchenka, em Hornostaivka Raion, na Ucrânia.

Como membro da matilha, a criança abandonada trocou as habilidades de fala por latidos e rosnados. “Eu conversava com eles, que latiam. Então, eu repetia. Essa era a nossa forma de comunicação”, revela a ucraniana ao programa australiano.

Curiosamente, a criança passou a assumir outros comportamentos caninos além dos rosnados guturais. Como mostra o New York Post, Oxana Malaya também se lambia, comia carne crua, vasculhava latas de lixo em busca de alimentos e andava apoiada nas mãos e joelhos.

“Ela parecia mais um cachorrinho do que uma criança”, diz Anna Chalaya, diretora da instituição de cuidados especiais onde Malaya reside, citada pelo periódico americano. “Ela mostrava a língua quando via água e comia sem as mãos”, completa.

Depois de latir para um vizinho aos 9 anos, as autoridades ucranianas foram alertadas sobre a condição da criança. No entanto, os esforços para resgatar Oxana, inicialmente, se mostraram frustrados, já que a gangue de cães de rua lutou ferozmente para protegê-la da polícia. Só quando os funcionários distraíram os animais com comida é que conseguiram retirar a menina do canil.

A ucraniana se reconectou, ainda que de forma desajeitada, ao pai e a uma meia-irmã em 2006, explica o New York Post. No entanto, essa “reunião familiar” não foi suficiente para curar o trauma de Oxana.

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