Vendedor de peixes se revolta com o Mateus e despeja carga de pescado no estacionamento da loja da Curva do 90, em São Luís

Um vendedor de peixes se revoltou com a gerência do Supermercado Mateus e derramou toda carga do pescado no estacionamento da loja.

O caso aconteceu no Mix Atacarejo Vinhas, na Curva do 90, em São Luís, nessa quinta-feira (16).

Pelas informações divulgadas em grupos de WhatsApp, o vendedor tentou entregar a carga por três vezes, mas o recebimento estaria sendo adiado. Na terceira recusa, no fim do dia, o vendedor resolveu despejar a carga de pescado no estacionamento para que clientes levassem pra casa.

No vídeo divulgado, não é possível saber se alguém levou o pescado e nem se o vendedor saiu do local após se desfazer da carga.

Há suspeitas de que a recusa em receber a carga de peixe deve-se à possível queda nas vendas, após a divulgação de casos da “doença da urina preta” (Doença de Haff) provocada pelo consumo de alguns tipos de peixes no Pará e Ceará.

O Mateus ainda não se manifestou sobre o caso.

A “doença da urina preta”

De acordo com o Ministério da Saúde, a Doença de Haff é causada por uma toxina que pode ser encontrada em peixes como o tambaqui, o badejo, a arabaiana ou em crustáceos, como a lagosta, o lagostim e o camarão.

A toxina, sem cheiro e sem sabor, surge quando o peixe não é guardado e acondicionado de maneira adequada. Quando ingerida, ela provoca “destruição das fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro dessas fibras no sangue, ocasionando danos no sistema muscular e em órgãos como os rins”, segundo o Ministério.

A Doença de Haff pode provocar sintomas entre duas e 24 horas após o consumo do animal infectado. Ela provoca extrema rigidez muscular, também podendo causar dor torácica, dificuldade para respirar e dormência.

Tratamento e prevenção

O Ministério da Saúde aponta que a hidratação é “fundamental nas horas seguintes ao aparecimento dos sintomas, uma vez que assim é possível diminuir a concentração da toxina no sangue, o que favorece sua eliminação através da urina”. Em casos mais graves, pode ser preciso fazer hemodiálise.

Na maioria das vezes, o quadro costuma evoluir bem, mas há risco de morte, especialmente em pessoas com comorbidades. O indicado é procurar ajuda logo após o aparecimento dos primeiros sintomas para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível.

Não há nada específico que possa ser feito para evitar a enfermidade. Não existem formas de identificar a toxina: ela não tem cheiro, gosto ou cor e não desaparece após o cozimento da carne. A indicação é reduzir o consumo de peixes ou comprá-los em locais onde se conhece o processo de transporte e guarda.

Com informações de Gilberto Lima

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: